A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar uma denúncia de suposto monitoramento irregular de computadores dentro da Casa. A medida foi determinada nesta segunda-feira (11) pelo presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), após registro de denúncia anônima na Ouvidoria do Legislativo. O caso também levou ao afastamento cautelar de gestor da área de tecnologia e à troca de chefias.
Segundo o presidente da Casa, a apuração será conduzida pela Comissão de Processo Disciplinar e Tomada de Contas Especial (CPTCE), com prazo inicial de 60 dias, prorrogável por igual período. A CLDF afirmou que a decisão busca assegurar transparência e cumprimento de regras internas, além de garantir contraditório e ampla defesa aos envolvidos. A Câmara também informou que não comentará o caso enquanto o procedimento estiver em andamento.
Como medida cautelar, o quarto-secretário da CLDF, deputado Robério Negreiros, solicitou o afastamento por 60 dias do diretor de Modernização e Inovação Digital, Walério Oliveira Campôres. A solicitação também incluiu a substituição de chefias da área de tecnologia, como forma de permitir a apuração preliminar dos fatos apontados na denúncia. Até a última atualização, não havia retorno do gestor citado sobre as acusações.
O Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do DF (Sindical) informou que recebeu relatos sobre a situação e levou o tema à Presidência da Casa. Em nota, a entidade afirmou que acompanha o caso e destacou que medidas administrativas foram adotadas sem prejulgamento. “Nos preocupa especialmente qualquer situação que possa gerar insegurança aos servidores quanto à privacidade, ao ambiente institucional e ao regular exercício das atividades funcionais”, afirmou o sindicato.
A entidade sindical também declarou que o episódio deve ser tratado com cautela, respeitando a fase investigatória e a apuração das responsabilidades. Segundo o Sindical, o acompanhamento do caso ocorre com foco na defesa dos servidores e das garantias institucionais. O processo segue em análise interna na CLDF, que mantém o sigilo administrativo até a conclusão dos trabalhos da comissão responsável.


