Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, na manhã desta sexta-feira (8), cinco suspeitos de integrar um esquema de fraude milionária baseado no uso de pessoas de baixa renda para abertura de contas bancárias, contratação de empréstimos e compra de veículos. Além das prisões, a corporação apreendeu cerca de 20 carros e bloqueou R$ 11 milhões ligados aos investigados.
Segundo a investigação, o grupo atuava há mais de cinco anos recrutando pessoas em situação de vulnerabilidade financeira para participar do esquema em troca de uma porcentagem dos valores obtidos nas fraudes.
Os suspeitos falsificavam comprovantes de renda e residência e orientavam os recrutados a abrir contas bancárias, aderir a consórcios e solicitar financiamentos. A partir disso, os criminosos conseguiam empréstimos de alto valor e adquiriam veículos sem efetuar os pagamentos.
A operação ocorreu em Ceilândia, Taguatinga, Guará e Vicente Pires, no Distrito Federal, além da cidade de Águas Lindas, em Goiás. Entre os presos estão uma mulher de 37 anos e quatro homens com idades entre 29 e 39 anos. Os nomes não foram divulgados pela polícia.

Mais de 100 contas usadas no esquema
De acordo com o delegado Rafael Catunda, da 38ª Delegacia de Polícia, mais de 100 contas bancárias ligadas ao grupo criminoso foram identificadas durante as investigações.
Segundo ele, a ação desta sexta-feira teve como foco principal atingir os responsáveis pela coordenação do esquema, apontados como líderes da organização criminosa.
Os investigados deverão responder por crimes como organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.
Veículos eram revendidos após fraudes
As investigações apontam que, após a obtenção dos veículos por meio dos financiamentos fraudulentos, os automóveis eram revendidos pelo grupo com valores acima do mercado.
A Polícia Civil também apura o volume total movimentado pelo esquema e tenta identificar outras pessoas que possam ter participado das fraudes ao longo dos últimos anos.
O material apreendido durante a operação deverá passar por análise para aprofundar as investigações e rastrear o caminho do dinheiro obtido ilegalmente.


