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Alimentação pesa no bolso e cesta básica já consome quase metade do salário mínimo em Belém

Levantamento do Dieese mostra alta acumulada de 9,17% em 2026 e revela impacto direto no consumo das famílias paraenses, que passaram a cortar itens e reduzir refeições

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O avanço no preço dos alimentos básicos já mudou a rotina de famílias em Belém. Dados divulgados nesta segunda-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que a cesta básica acumulou alta de 9,17% nos primeiros meses de 2026 na capital paraense, pressionando principalmente trabalhadores de baixa e média renda. O impacto maior veio de produtos tradicionais da mesa dos paraenses, como feijão e tomate, que dispararam no período.

O levantamento aponta que o custo da cesta básica chegou a R$ 727,70 em abril, após subir 3,86% em relação a março. Na prática, isso significa que um trabalhador precisou comprometer quase metade do salário mínimo líquido apenas para garantir alimentação básica durante o mês. Considerando uma família de quatro pessoas, o gasto mensal estimado com os itens essenciais alcançou R$ 2.183,10.

Nas feiras, supermercados e mercadinhos de bairro, consumidores relatam dificuldade crescente para manter os hábitos alimentares. Na tentativa de aliviar o orçamento, consumimdores buscam alternativas nas feiras livres, onde alguns alimentos costumam apresentar valores menores.

Mesmo assim, a diferença já não consegue compensar o aumento generalizado dos produtos, sendo necessário reduzir o consumo de alguns itens de mesa. O feijão é um item que passou a aparecer menos nas refeições por causa do preço elevado registrado nos últimos meses.

Feijão e tomate lideram altas em 2026

Segundo o Dieese, o feijão carioca acumulou aumento de 54,91% nos primeiros meses do ano em Belém. O tomate aparece logo em seguida, com alta de 43,25% no quadrimestre. Também registraram aumento a banana prata, a carne bovina de primeira e o pão francês.

Apesar de alguns produtos apresentarem redução de preço, como farinha de mandioca, óleo de soja e arroz, o levantamento aponta que as quedas não foram suficientes para equilibrar o impacto causado pelos alimentos que compõem a base da alimentação diária.

O estudo ainda mostra que o trabalhador paraense precisou dedicar cerca de 98 horas e 46 minutos de trabalho apenas para conseguir comprar os 12 produtos da cesta básica. Entre as capitais da Região Norte, Belém aparece com uma das cestas mais caras, atrás apenas de Palmas. No cenário nacional, São Paulo lidera o ranking com o maior custo do país.

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