InícioAmazonas"Falta gestão": Roberto Cidade rebate prefeito e nega assumir tapa-buracos em Manaus

“Falta gestão”: Roberto Cidade rebate prefeito e nega assumir tapa-buracos em Manaus

Governador afirmou que o Estado já transferiu bilhões à capital nos últimos anos e acusou a gestão municipal de usar o debate sobre asfaltamento como estratégia política

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O embate entre o governador interino do Amazonas, Roberto Cidade, e o prefeito de Manaus, Renato Júnior, ganhou novos capítulos nesta sexta-feira (8) após declarações públicas sobre a crise na infraestrutura viária da capital. Durante agenda oficial de lançamento da Operação Cheia 2026, Cidade rebateu o pedido feito pelo prefeito para que o Governo do Estado ajude no asfaltamento das ruas e afirmou que a prefeitura tenta transferir uma obrigação que, segundo ele, cabe ao município.

A resposta veio um dia após Renato Júnior pedir apoio do Estado para enfrentar os problemas de buracos em Manaus. Segundo o prefeito, o pedido não envolvia repasse financeiro, mas sim auxílio direto nas obras de recuperação asfáltica. Ao comentar a declaração, Roberto Cidade afirmou que a cobrança ocorre poucos dias após assumir oficialmente o governo e classificou o movimento como uma tentativa política de deslocar responsabilidades administrativas.

“Não podem querer trazer uma responsabilidade para um governador que está há quatro dias na condição de governador eleito. Isso é uma estratégia política para tirar uma responsabilidade que é dele”, declarou Cidade durante a solenidade.

O governador afirmou ainda que, entre 2019 e abril deste ano, o Governo do Amazonas repassou mais de R$ 17 bilhões à Prefeitura de Manaus por meio de transferências constitucionais de ICMS e IPVA. Segundo ele, além dos repasses obrigatórios, o Estado também firmou convênios voltados para obras de pavimentação na capital amazonense.

“Convênio com asfalto, mais de R$ 200 milhões. O ex-prefeito disse que faria 10 mil ruas e não fez”, afirmou, em referência à gestão anterior de David Almeida.

Durante o pronunciamento, Roberto Cidade disse que a situação enfrentada pela capital não estaria ligada à falta de recursos, mas sim a problemas de gestão administrativa. O governador afirmou que os dados sobre repasses públicos podem ser consultados nos sistemas da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) e reforçou que o Estado, segundo ele, tem cumprido sua parte no apoio financeiro ao município.

“A gente tem que analisar: falta gestão”, disse.

Apesar do tom crítico, o governador afirmou que pretende conversar com Renato Júnior futuramente para buscar entendimento institucional. Ainda assim, ressaltou que cada ente federativo precisa assumir suas próprias atribuições administrativas.

Renato Jr se posicionou

Após as falas de Cidade, Renato Júnior reagiu publicamente e afirmou que seguirá cobrando apoio do Governo do Estado em favor da população de Manaus. O prefeito disse que tem atuado de forma diplomática e sem buscar culpados para o problema da infraestrutura urbana.

“Eu fiz a minha parte, estou fazendo a minha parte e continuo fazendo a minha parte de forma diplomática, sem apontar culpados. Espero ainda do governador que ele tenha sensibilidade, não com a Prefeitura de Manaus, mas com o povo da cidade de Manaus”, afirmou.

Renato também rebateu o argumento sobre repasses financeiros e disse que Manaus contribui significativamente para a arrecadação estadual. Segundo ele, caso haja comparação sobre o fluxo de recursos entre município e Estado, a capital amazonense teria participação maior no equilíbrio financeiro estadual.

“Se for para uma quebra de braços de quanto o Estado mandou para Manaus e quanto Manaus passou para o Estado, Manaus sai ganhando”, declarou.

O confronto público amplia a tensão política entre Estado e Prefeitura em meio às discussões sobre infraestrutura urbana e pode influenciar os próximos movimentos políticos no Amazonas.

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