O Ministério Público do Amazonas afirmou que não proibiu o delegado responsável pelo caso Benício de conceder entrevistas e que houve apenas uma orientação, sem caráter obrigatório.
A manifestação foi divulgada após repercussão de que o órgão teria recomendado que a autoridade policial evitasse falar sobre o caso. Em nota, o MP esclareceu que “não houve determinação” nesse sentido.
Segundo o órgão, no despacho mais recente houve apenas a prorrogação do prazo para conclusão do inquérito, que está em fase final, além de uma solicitação para que o delegado evitasse entrevistas neste momento.
De acordo com o MP, a medida tem caráter cautelar e busca preservar o andamento da investigação, especialmente diante de pedidos da defesa para afastamento da autoridade policial.
O órgão também destacou que a orientação não impede o delegado de se manifestar e não possui efeito obrigatório.
O inquérito investiga a morte de Benício Xavier de Freitas, de 7 anos, após atendimento no Hospital Santa Júlia, em Manaus. O caso segue sob sigilo.
Entenda o caso
O inquérito investiga a morte de uma criança de 7 anos, ocorrida em novembro do ano passado, após a aplicação de adrenalina durante atendimento no Hospital Santa Júlia, em Manaus.
Segundo a investigação, há indícios de erro na prescrição e na administração do medicamento, que teria sido aplicado por via intravenosa e em dosagem considerada inadequada.
As principais investigadas são a médica responsável pela prescrição e a técnica de enfermagem que aplicou a substância. Ambas foram afastadas das funções por 12 meses. Mais de 20 pessoas já foram ouvidas.
Além das condutas individuais, a Polícia Civil também apura possíveis falhas nos protocolos de segurança do hospital.
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