A deputada federal Helena da Asatur (PSD-RR) defendeu, neste domingo (24), que a discussão sobre a escala de trabalho no país deve priorizar a vontade do trabalhador e as realidades de cada profissão, sem imposições do governo. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Agenda da Semana, na Rádio Folha FM 100.3, onde a parlamentar também cobrou pressa na votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 47, que trata do enquadramento dos servidores dos ex-territórios.
Ao ser questionada sobre o debate nacional do fim da escala 6×1, Helena destacou que ver propostas generalizadas para o mercado de trabalho traz preocupação, já que setores como restaurantes, aviação e transporte interestadual têm dinâmicas totalmente diferentes. Ela alertou que o assunto não pode virar apenas palanque de eleição.
“Acho que em ano eleitoral não é uma temática boa a ser discutida, porque muitos levam pro lado eleitoreiro, o que não é bom para a população. Eu acredito muito numa escala que não seja o governo que decida, mas sim que seja o trabalhador que decida a escala que ele quer trabalhar”, afirmou.
A deputada defendeu um modelo focado na contratação baseada estritamente nas horas trabalhadas, e não por um salário fixo mensal preso a uma escala única, um sistema flexível que se assemelha a modelos internacionais de sucesso. Para ela, o trabalhador decidindo sua jornada e sendo pago adequadamente pelo tempo exato de serviço seria o caminho mais justo para dar autonomia ao cidadão.
“O trabalhador precisa ter a liberdade de decidir quantas horas quer trabalhar e, sendo pago de forma justa por esse período, conseguir conciliar sua rotina, cuidar da família e garantir o seu sustento. O desenvolvimento de verdade acontece quando a gente dá oportunidade e liberdade para as pessoas, sem amarras do governo que acabam prejudicando tanto quem trabalha quanto quem gera empregos no nosso estado”, completou a deputada.
Outro tema abordado pela deputada foi a PEC 47/2023, que trata do enquadramento de servidores dos ex-territórios federais. Helena explicou que tem liderado uma forte mobilização junto às bancadas de Roraima, Amapá e Rondônia para pressionar a Câmara Federal a votar e aprovar a proposta ainda em 2026, garantindo justiça para milhares de famílias de servidores que esperam pelo enquadramento.
“Nós já tivemos reuniões das bancadas e estamos cobrando de perto em Brasília para que a gente realmente consiga aprovar ainda esse ano a PEC 47. É um compromisso do nosso mandato defender os servidores e fazer com que o direito deles seja respeitado de verdade”, concluiu.

