O secretário de Estado de Saúde do Pará, Ualame Machado, divulgou nesta quarta-feira (8) um vídeo nas redes sociais em que rebate as declarações do ex-prefeito de Ananindeua, Daniel Santos, sobre a reforma e ampliação do Hospital Infantil Dr. Celso Leão.
A manifestação ocorre cinco dias após Daniel Santos afirmar que o Governo do Estado teria tentado impedir a inauguração da primeira etapa do Hospital Pediátrico de Ananindeua. Na ocasião, o ex-prefeito classificou a situação como uma perseguição política e afirmou que a medida teria o objetivo de prejudicar uma obra executada pelo município.
Em resposta, Ualame Machado apresentou a versão do Governo do Pará para o impasse envolvendo o convênio firmado entre o Estado e a Prefeitura de Ananindeua.
Segundo o secretário, o convênio foi celebrado em 2020, com previsão inicial de conclusão da obra em abril de 2021. De acordo com ele, ao longo da execução, a Prefeitura solicitou seis prorrogações de prazo, todas autorizadas pelo Governo do Estado.
Ainda conforme Ualame, além das sucessivas prorrogações, o Estado ampliou os investimentos na obra. O valor inicialmente previsto, de aproximadamente R$ 10 milhões, ultrapassou R$ 15 milhões durante a execução do convênio.
O secretário afirmou ainda que o prazo final do convênio expirou em março de 2025 e que a Prefeitura de Ananindeua foi oficialmente comunicada sobre o encerramento do acordo antes da adoção da medida administrativa.
Segundo ele, o município não apresentou resposta nem solicitou uma nova prorrogação dentro do período estabelecido.
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Entenda o caso
A manifestação do secretário ocorre após Daniel Santos divulgar, nas redes sociais, que o Governo do Estado teria tentado impedir a inauguração da primeira etapa do Hospital Pediátrico de Ananindeua.
Ao lado do atual prefeito, Hugo Atayde, o ex-prefeito afirmou que a iniciativa do Estado representaria uma perseguição política contra a gestão municipal e teria como finalidade impedir a entrega da unidade de saúde.
Com a divulgação do vídeo por Ualame Machado, o Governo do Pará passou a sustentar que o atraso na conclusão da obra decorre do não cumprimento dos prazos previstos no convênio firmado com o município, apesar das sucessivas prorrogações e do aumento dos recursos estaduais destinados ao empreendimento.

