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Gigante na Assembleia, União terá desafio para manter bancada de 13 deputados em Roraima nas eleições de 2026

Maior partido atual de Roraima, União ocupa 54,2% das cadeiras da Casa Legislativa

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Com 13 dos 24 deputados estaduais de Roraima filiados, o União Brasil chega às eleições de outubro de 2026 com o maior desafio entre as legendas que disputam vagas na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR): manter a maior bancada do Parlamento em um sistema eleitoral que exige força coletiva e não apenas votações individuais.

Atualmente, o partido ocupa 54,2% das cadeiras da Casa. Caso a maioria dos atuais parlamentares dispute a reeleição, a sigla terá o desafio de equilibrar candidaturas competitivas dentro do próprio grupo e, ao mesmo tempo, alcançar uma votação total suficiente para preservar o número de vagas.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Roraima possui 384.859 eleitores aptos a votar. Nas eleições para deputado estadual, no entanto, o número de cadeiras é definido pelos votos válidos destinados aos partidos e federações, e não pelo total de eleitores.

Pelas regras do sistema proporcional adotado para a eleição de deputados estaduais, os votos recebidos por todos os candidatos do partido são somados para definir quantas cadeiras a legenda terá direito. Em seguida, as vagas são ocupadas pelos candidatos mais votados da própria sigla.

O cálculo considera o quociente eleitoral, o quociente partidário e a distribuição das sobras. Assim, um candidato muito votado pode ajudar a eleger colegas com menor votação, enquanto candidatos com boa votação individual podem ficar de fora caso o partido não atinja desempenho suficiente. Também há exigência de votação nominal mínima para a ocupação direta das vagas e regras específicas para a distribuição das sobras eleitorais.

Nas eleições para a Assembleia Legislativa de Roraima, que possui 24 cadeiras, o quociente eleitoral costuma ficar em uma faixa que gira em torno de 18 mil a 22 mil votos, a depender do total de votos válidos registrados no estado. Em um cenário hipotético de quociente de 20 mil votos, por exemplo, o União Brasil precisaria alcançar cerca de 260 mil votos para conquistar 13 cadeiras de forma direta.

Na prática, isso significaria uma média de aproximadamente 20 mil votos por candidato entre 13 parlamentares buscando a reeleição. No entanto, a distribuição interna dificilmente é uniforme. É comum que alguns candidatos concentrem muito mais votos, compensando colegas com votações menores, desde que o partido alcance o volume total necessário para a conquista das cadeiras.

A conta, contudo, não é simples. Em uma disputa com vários nomes fortes na mesma legenda, cresce a competição interna por bases eleitorais, lideranças locais e recursos de campanha. Ao mesmo tempo, a concentração de candidatos competitivos também pode funcionar como vantagem, ao ampliar o potencial de votos totais da legenda.

Especialistas em direito eleitoral apontam que o sistema proporcional premia partidos que conseguem combinar candidatos de alta votação com chapas equilibradas, distribuídas por diferentes regiões e segmentos do eleitorado.

A eventual manutenção das 13 cadeiras pelo União Brasil representaria um feito inédito no cenário político estadual. Em um Parlamento de 24 vagas, isso significaria preservar mais da metade da composição da Assembleia Legislativa por mais uma legislatura.

Como o resultado depende do número de votos válidos, do desempenho dos demais partidos e da distribuição das sobras, o cenário eleitoral permanece aberto. A matemática, no entanto, mostra que a maior bancada da ALE-RR também entra na disputa com uma das metas mais ambiciosas do pleito: transformar força política em votos suficientes para manter a maioria absoluta do Parlamento estadual.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas eleições proporcionais, como as de deputado estadual, o número de cadeiras é definido a partir do total de votos dos partidos e federações, por meio do quociente eleitoral, do quociente partidário e das regras de distribuição das sobras. O sistema busca combinar representatividade partidária e votação individual dos candidatos.

Confira a votação dos deputados na última eleição:

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