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Governo rebate David Almeida sobre uso da operação Erga Omnes para perseguição política

Nota afirma que investigação segue o devido processo legal e diz ser “inaceitável” atribuir motivação política

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O Governo do Amazonas divulgou nota oficial nesta segunda-feira (23) em resposta às declarações do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), feitas durante coletiva de imprensa em que lançou sua pré-candidatura ao Governo do Estado em 2026 e criticou a atuação das forças de segurança.

No comunicado, o Executivo estadual afirma repudiar “com veemência” as falas do prefeito e classifica como “irresponsáveis e sem qualquer comprovação” os ataques direcionados ao Governo, ao governador Wilson Lima (União Brasil) e às Forças de Segurança Pública.

A manifestação ocorre em meio aos desdobramentos da Operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), que investiga um grupo suspeito de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes. Entre os alvos está Anabela Cardoso Freitas, investigadora da corporação e ex-chefe de gabinete do prefeito, que foi presa na operação e permanece presa. Atualmente, ela integra a comissão de licitação da Prefeitura de Manaus.

Durante a coletiva, David Almeida afirmou que confia em Anabela Cardoso e disse que não pretende exonerá-la. “Ela é da minha confiança, ela é inocente e vai continuar trabalhando comigo”, declarou.

Na nota oficial, o Governo do Estado afirma ser “inaceitável” que, diante de uma investigação conduzida pela PC-AM, o prefeito tente sustentar uma narrativa de perseguição política. O Executivo também defende a autonomia da Polícia Civil e diz que as medidas seguem os trâmites legais.

“A Polícia Civil do Amazonas não age por motivação política. Age com base em provas, procedimentos legais e responsabilidade técnica. Todas as medidas adotadas seguem o devido processo legal, e eventuais prisões só ocorrem com autorização do Poder Judiciário”, afirma o texto.

O Governo sustenta ainda que sugerir interferência política nas investigações, sem apresentar evidências, seria uma tentativa de desacreditar o trabalho de servidores públicos.

A nota acrescenta que o momento exige “equilíbrio e maturidade” e afirma ser compreensível que o prefeito esteja “abalado diante das circunstâncias que envolvem pessoas de sua confiança, em investigações relacionadas ao crime organizado”.

Veja também:

David Almeida lança pré-candidatura ao Governo do Amazonas e diz que foi ameaçado por Omar Aziz

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