InícioRoraimaSTF arquiva investigação da Lava Jato contra Romero Jucá após 10 anos

STF arquiva investigação da Lava Jato contra Romero Jucá após 10 anos

Alexandre de Moraes acolheu parecer da PGR que apontou falta de provas para manter apuração contra o ex-senador de Roraima

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Depois de uma década sob investigação da Operação Lava Jato, o ex-senador Romero Jucá teve uma das apurações arquivadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que acolheu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) apontando ausência de provas e falta de justa causa para continuidade do caso.

A investigação analisava suspeitas envolvendo a tramitação de uma resolução aprovada pelo Senado Federal em 2012. O procedimento teve origem em delações de executivos da Odebrecht, atualmente chamada de Novonor, dentro das apurações da Lava Jato.

Segundo o entendimento da PGR, os relatos apresentados pelos delatores não foram confirmados ao longo das investigações por provas independentes capazes de sustentar as acusações atribuídas ao ex-parlamentar. O órgão concluiu que não havia elementos suficientes para manter o processo aberto.

Na decisão divulgada pela assessoria de Jucá, o STF afirma que as apurações não identificaram movimentações financeiras suspeitas, recebimento de vantagem indevida, registros bancários incompatíveis ou qualquer outro indício material que comprovasse irregularidades praticadas pelo ex-senador.

Moraes cita constrangimento

Ao determinar o arquivamento, Alexandre de Moraes afirmou que a continuidade de investigações sem provas mínimas de crime configura constrangimento indevido aos investigados. O ministro acompanhou integralmente o parecer apresentado pela Procuradoria-Geral da República.

O parecer da PGR também destacou que a atuação de Romero Jucá ocorreu dentro das atribuições parlamentares exercidas durante o mandato no Senado Federal. Para o órgão, não houve comprovação de atuação ilícita relacionada à tramitação da resolução analisada no caso.

Em nota divulgada após a decisão, Jucá afirmou que o arquivamento comprova sua inocência após anos de investigação. O ex-senador, no entanto, criticou a demora na conclusão do processo e disse que sofreu danos à própria imagem pública ao longo do período.

“Passaram 10 anos investigando a minha vida, vasculhando cada detalhe e não encontraram nada que pudesse desabonar a minha conduta. Hoje, está provado que não cometi nenhum tipo de crime”, declarou o presidente estadual do MDB.

Delações da Odebrecht

A investigação teve origem durante os desdobramentos da Operação Lava Jato, que utilizou acordos de colaboração premiada firmados por ex-executivos da Odebrecht para apurar supostos pagamentos indevidos e influência política em diferentes áreas da administração pública.

No caso envolvendo Romero Jucá, a PGR concluiu que os depoimentos dos delatores não vieram acompanhados de provas materiais que validassem as acusações. O órgão ressaltou que, mesmo após anos de apuração, não foram encontrados elementos concretos capazes de sustentar denúncia criminal.

Romero Jucá foi senador por Roraima durante quatro mandatos e ocupou cargos de destaque em diferentes governos federais. Atualmente, ele preside o diretório estadual do MDB em Roraima e segue atuando nos bastidores da política local e nacional.

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