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Rondônia é o segundo estado que mais recebeu brasileiros deportados dos EUA em 2025

Levantamento do programa "Aqui é Brasil" aponta que o estado concentrou 10,8% dos repatriados no período

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Rondônia aparece como o segundo principal destino de brasileiros deportados dos Estados Unidos em 2025. Dados do programa “Aqui é Brasil”, coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, indicam que 10,8% dos repatriados tiveram o estado como destino final, ficando atrás apenas de Minas Gerais, que concentrou 52,4% dos retornos.

Na sequência de Minas Gerais e Rondônia, São Paulo aparece como o terceiro principal destino dos brasileiros deportados no período, com 9,9%. O levantamento considera os registros realizados desde agosto, quando o programa foi criado para acompanhar o retorno de cidadãos brasileiros ao país.

No total, ao menos 3.113 pessoas retornaram ao Brasil após processos de deportação dos Estados Unidos. A distribuição regional mostra concentração no Sudeste, que reuniu quase 80% dos destinos finais. O Nordeste respondeu por cerca de 3% dos casos registrados no período analisado.

Dados da Polícia Federal apontam que, em 2025, os Estados Unidos ampliaram o número de deportações de brasileiros em relação ao ano anterior. Foram realizados 37 voos fretados pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos, o ICE, que desembarcaram 3.526 brasileiros no país. O número corresponde ao maior volume anual da série recente acompanhada pelas autoridades brasileiras.

O perfil predominante dos deportados é composto por homens pardos, com idade entre 18 e 29 anos, e ensino médio completo. Em relação à moradia após o retorno, 63,17% informaram que passaram a residir inicialmente com familiares. Outros 29,74% declararam possuir casa própria, enquanto uma parcela menor relatou dependência de amigos, abrigos públicos ou hospedagem temporária.

Dados do ICE indicam que a maior parte das ordens de remoção envolve imigrantes sem condenações criminais. Entre outubro de 2020 e dezembro de 2024, cerca de 60% das ordens expedidas tiveram como alvo pessoas classificadas como violadoras das normas migratórias, sem registro de antecedentes criminais.

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