InícioParáTaxação de 50% e sanções contra Moraes são ‘inadmissíveis’, diz Helder Barbalho

Taxação de 50% e sanções contra Moraes são ‘inadmissíveis’, diz Helder Barbalho

Governador do Pará critica medidas do governo Trump e reforça necessidade de diálogo e respeito à soberania brasileira

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O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), criticou duramente a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma taxação de 50% sobre produtos brasileiros e impor sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (30), Barbalho afirmou que tais ações “ultrapassam todos os limites” e defendeu que o comércio internacional deve ser regido por normas, e não por pressões de ordem ideológica.

“A taxação de 50% contra o Brasil e as sanções à Suprema Corte ultrapassam todos os limites”, declarou. “Com a atuação do Governo Federal, parte dos setores econômicos foram preservados, mas nossa soberania exige a defesa do País e a negociação permanente”, completou o governador paraense.

A crítica de Helder Barbalho se dá em meio à repercussão global das sanções impostas pelos EUA ao ministro Alexandre de Moraes, incluído na lista da Lei Magnitsky — legislação que autoriza sanções contra estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos. Segundo o Departamento do Tesouro norte-americano, todos os bens e contas de Moraes em instituições dos EUA estão congelados, e cidadãos e empresas norte-americanas estão proibidos de manter relações comerciais com ele.

A medida foi justificada por Washington como resposta ao que o governo Trump classificou como “censura” e “perseguição política” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que virou réu no STF sob acusação de tentativa de golpe após perder as eleições de 2022. A Casa Branca chegou a afirmar que a Justiça brasileira conduz uma “caça às bruxas” contra o ex-mandatário.

Em resposta, o Supremo Tribunal Federal reafirmou seu compromisso com a Constituição e o devido processo legal, destacando que não se desviará de sua função institucional. O presidente da Câmara, Hugo Motta, também se manifestou, reiterando que o Parlamento brasileiro será sempre um espaço de diálogo e equilíbrio em defesa da institucionalidade. Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ainda não se pronunciou oficialmente.

As medidas adotadas por Trump geraram forte reação política no Brasil e acendem um novo alerta sobre a tensão diplomática entre os dois países, especialmente no contexto do comércio internacional e da defesa do sistema judiciário brasileiro.

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