O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou, nesta sexta-feira (3), a Operação “Fim de Jogo” para cumprir medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário no âmbito de uma investigação sobre a atuação de uma organização criminosa voltada à exploração do jogo do bicho e à lavagem de dinheiro.
A operação contou com o apoio do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI/CI) e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). As investigações concentram-se na cidade de Abaetetuba e em municípios da região do Baixo Tocantins.
De acordo com o MPPA, as apurações apontam que os investigados exploravam o jogo do bicho e teriam movimentado mais de R$ 40 milhões, valor considerado incompatível com a renda formalmente declarada pelos envolvidos.
Segundo a investigação, os recursos obtidos com a atividade ilícita teriam sido ocultados e dissimulados por meio da utilização de empresas e pessoas jurídicas ligadas a diferentes segmentos econômicos, entre eles postos de combustíveis, empresas prestadoras de serviços e outros empreendimentos comerciais.
Medidas cautelares
A pedido do Ministério Público, o Poder Judiciário determinou uma série de medidas patrimoniais e restritivas para garantir o andamento das investigações e preservar eventual ressarcimento ao erário ou confisco de bens.
Entre as determinações estão:
- sequestro de seis imóveis localizados em Belém e Abaetetuba;
- sequestro de oito veículos, entre caminhões, caminhonetes e motocicletas;
- bloqueio de ativos financeiros dos investigados até o limite de R$ 43.906.417,22;
- indisponibilidade das quotas sociais de sete pessoas jurídicas vinculadas aos denunciados;
- proibição de constituição de novas empresas pelos investigados;
- interdição de quatro imóveis utilizados para atividades relacionadas à exploração do jogo do bicho e de outros jogos de azar nos municípios de Abaetetuba, Moju, Cametá e Acará.
Denúncia recebida pela Justiça
O Ministério Público informou que a denúncia oferecida contra os investigados foi recebida pela Justiça. O processo segue em tramitação regular sob supervisão do Poder Judiciário.
Conforme o MPPA, os investigados respondem por crimes de associação criminosa, exploração do jogo do bicho e lavagem de dinheiro. As investigações prosseguem para aprofundar a apuração dos fatos e identificar a eventual participação de outras pessoas no esquema.

