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MPPA denuncia sete investigados por movimentar R$ 57 milhões para o Comando Vermelho no Pará

Operação Babayaga identificou suposto esquema de lavagem de dinheiro, financiamento do tráfico e uso de empresas de fachada; cinco investigados foram presos preventivamente.

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O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da 6ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, denunciou sete pessoas por suposta participação em um esquema ligado ao núcleo financeiro da facção criminosa Comando Vermelho no estado.

Os denunciados responderão pelos crimes de integração a organização criminosa, associação para o tráfico de drogas, financiamento do tráfico ilícito de entorpecentes e lavagem de dinheiro.

A denúncia é resultado de investigação conduzida com apoio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO-PA), no âmbito da Operação Babayaga, que apurou a movimentação financeira de integrantes apontados como responsáveis pela administração de recursos da organização criminosa.

Segundo o Ministério Público, durante o período investigado foram identificadas movimentações de aproximadamente R$ 57 milhões em contas bancárias vinculadas aos denunciados.

De acordo com a Promotoria de Justiça, há indícios de que os valores tenham origem em atividades criminosas, incluindo tráfico de drogas e extorsão. As investigações apontam que o grupo utilizava uma estrutura composta por contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem dos recursos.

Ainda conforme o MPPA, o esquema de lavagem de capitais teria sido operacionalizado por meio de supostas empresas de fachada utilizadas para movimentar e dissimular os valores obtidos de forma ilícita.

A Operação Babayaga foi deflagrada em 24 de abril de 2026 e contou com apoio do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil do Pará, por meio do Grupo de Trabalho de Facções (GTF/NIP), da Delegacia de Repressão às Facções Criminosas (DRFC) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE).

Durante a ação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra cinco integrantes da organização investigada, que foram localizados e presos pelas equipes responsáveis pela operação.

Segundo o Ministério Público, a atuação integrada entre os órgãos de persecução penal e as forças de segurança busca fortalecer o enfrentamento ao crime organizado e aos mecanismos de financiamento utilizados por facções criminosas no estado.

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