O servidor Ângelo Márcio Bezerra Carioca, assessor do gabinete do vereador Coronel Rosses (PL), foi exonerado após a divulgação de um vídeo que o mostra agredindo um adolescente com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em Manaus. O caso ocorreu na tarde de terça-feira (28), no Conjunto Ajuricaba, bairro Alvorada, zona centro-oeste da capital amazonense.
Ângelo Márcio, que também é professor de jiu-jítsu, ocupava o cargo de assessor parlamentar comissionado de nível 1. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele desfere socos e tapas contra o adolescente, que acaba sendo derrubado durante a agressão.
Após a repercussão do caso, o vereador Coronel Rosses divulgou nota repudiando “veementemente” os atos de violência e informou que determinou o afastamento imediato do servidor, que posteriormente foi exonerado do cargo.
O deputado federal Amom Mandel (Republicanos) confirmou que a vítima é uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista e informou que encaminhou as imagens ao Ministério Público para adoção das medidas cabíveis.
Na avaliação do parlamentar, o fato de o agressor ser professor de artes marciais agrava a situação.
“Um adulto não pode usar sua superioridade física contra um adolescente, muito menos quando deveria ser responsável por ensinar disciplina e respeito”, afirmou.
Amom também pediu que a identidade do adolescente seja preservada para evitar sua exposição.
Professor alega que tentou defender animal
Após a divulgação das imagens, Ângelo Márcio se pronunciou nas redes sociais. Segundo ele, a confusão começou quando tentou impedir que o adolescente agredisse um animal de rua.
O ex-assessor afirmou que o vídeo divulgado mostra apenas parte da ocorrência e disse que, antes da agressão, foi insultado e teve familiares ofendidos.
“Agi movido pela emoção e pelo coração. Não tenho orgulho dessa reação e peço desculpas por ter perdido o controle naquele momento”, declarou.
Ele também afirmou que desconhecia, no momento da abordagem, que o adolescente era autista e solicitou a apresentação de laudo médico que comprove o diagnóstico. O professor acrescentou que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
Caso é investigado
A Polícia Civil do Amazonas informou que o 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP) registrou um Boletim de Ocorrência e investiga o caso para apurar as circunstâncias da agressão.

