A defesa de Daniel Vorcaro decidiu mudar a estratégia jurídica no processo em que o ex-banqueiro é investigado e não deve mais insistir em uma nova proposta de acordo de colaboração premiada.
Segundo informações ligadas ao caso, os advogados passarão a concentrar a atuação na análise do mérito da ação penal, com foco na contestação das provas apresentadas pela acusação.
Um dos principais argumentos da defesa será a suposta existência de irregularidades na cadeia de custódia dos aparelhos celulares apreendidos durante as investigações. Os advogados pretendem sustentar que houve falhas na preservação dos dispositivos, o que, na avaliação da defesa, pode comprometer a validade das provas obtidas a partir deles.
Caso esse entendimento seja acolhido pela Justiça, a estratégia é utilizar o questionamento sobre a legalidade das provas como fundamento para pleitear a substituição da prisão por prisão domiciliar.
A mudança de postura ocorre após a desistência de uma nova tentativa de acordo de colaboração premiada. Em junho, pessoas próximas ao ex-banqueiro chegaram a preparar uma terceira proposta de delação, que prometia apresentar informações mais robustas às autoridades. A iniciativa, no entanto, não avançou e acabou sendo abandonada.
Com a nova estratégia, a defesa pretende concentrar os esforços na contestação dos elementos probatórios que embasam a ação penal, deixando em segundo plano a possibilidade de firmar acordo com os órgãos de investigação.

