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Pará e Califórnia firmam pacto contra queimadas e por bioeconomia

Parceria inédita prevê troca de tecnologia no combate a incêndios e une os ecossistemas de inovação do Vale do Silício e do Bioamazônico

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Os governadores do Pará, Helder Barbalho (MDB), e da Califórnia (EUA), Gavin Newsom, assinaram, nesta terça-feira (11), um acordo de cooperação para prevenir incêndios florestais e fomentar a bioeconomia, conectando o Vale Bioamazônico ao ecossistema do Vale do Silício. O memorando cria uma parceria de longo prazo entre a maior economia verde dos EUA e a principal fronteira de biodiversidade do planeta, com foco em soluções de baixo carbono e desenvolvimento inclusivo.

Durante visita a Belém, Newsom comparou o ambiente de inovação local ao do Vale do Silício. “Eu nunca vi algo assim, e eu vi muito. Eu viajei o mundo e essa oportunidade de usar este lugar como plataforma para inovação e empreendedorismo, permitindo que empresas se formem aqui e que pessoas se unam em torno das diferenças, lembra muito o ecossistema que se desenvolveu ao redor do Vale do Silício”, afirmou.

O pacto prevê troca de tecnologia e inteligência no combate a incêndios, incluindo monitoramento, queimas controladas e ações comunitárias. Barbalho declarou que o acordo atrai o mundo para o Pará. “Ao invés de fazermos roadshow pelo mundo, o mundo está aqui. Precisamos aproveitar isso para mostrar as experiências que estão sendo construídas no Pará e conectar parcerias que possam alavancar essas estratégias, dando escala às ações que já são realidade no nosso estado”. Ele citou a redução de 85% nas queimadas no estado.

Newsom provou bioativos da floresta, como cupuaçu e açaí. Helder Barbalho concluiu destacando a união entre os dois estados. “Tenho absoluta certeza de que estamos iniciando uma forte parceria: a Califórnia, com a liderança do conhecimento e da tecnologia dos chips, e o Pará, com a liderança da ancestralidade, do conhecimento tradicional e da riqueza da biodiversidade. Lá atrás foram os chips que geraram uma revolução. Agora são as moléculas, as plantas, as raízes da floresta que vão liderar a próxima revolução econômica”, ressaltou.

Veja também:

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