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Empresária investigada em suposta fraude de R$ 139 milhões na Saúde de Palmas se entrega à Justiça

Cláudia Fernanda Cândido da Silva estava foragida desde o dia 10 de junho e é investigada na Operação Falsa Emergência, que apura supostas irregularidades na terceirização das UPAs

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A empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, investigada por suposto envolvimento em irregularidades no contrato de R$ 139 milhões para terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas, apresentou-se à Justiça na manhã desta segunda-feira (15), no Fórum da capital tocantinense.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), Cláudia compareceu ao local acompanhada por um advogado. Após os procedimentos judiciais iniciais, incluindo audiência de apresentação e custódia, foi cumprido o mandado de prisão preventiva expedido contra ela.

A empresária estava foragida desde o último dia 10 de junho, quando a Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (Decor) deflagrou a segunda fase da Operação Falsa Emergência, que investiga supostas fraudes relacionadas à contratação para gestão das unidades de saúde.

Após o cumprimento da ordem judicial, Cláudia foi encaminhada à Polícia Civil e, posteriormente, submetida aos procedimentos legais no Instituto Médico Legal (IML). Em seguida, foi transferida para o Quartel do Comando-Geral (QCG), onde permanecerá à disposição da Justiça.

A investigação também resultou na prisão da secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, e do superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, que seguem custodiados.

De acordo com o Ministério Público, Cláudia Fernanda Cândido da Silva seria representante da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, entidade beneficiada pelo contrato firmado com a Secretaria Municipal de Saúde (Semus).

A instituição, contudo, nega que a empresária possua qualquer vínculo de representação com a organização.

A Operação Falsa Emergência apura possíveis irregularidades na contratação da entidade para administrar as UPAs de Palmas. O contrato investigado tem valor estimado em R$ 139 milhões.

As investigações continuam sob responsabilidade dos órgãos de controle e das forças de segurança do Tocantins.

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