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GDF aciona STF para tentar liberar R$ 6,6 bilhões ao BRB em disputa com governo Lula

Celina Leão busca aval da União para operação bilionária junto ao Fundo Garantidor de Crédito e aposta em conciliação no Supremo

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O Governo do Distrito Federal decidiu recorrer ao Supremo Tribunal Federal para tentar destravar uma operação bilionária de socorro ao Banco de Brasília. A gestão da governadora Celina Leão busca garantir o aval da União para uma linha de crédito de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), considerada estratégica para reforçar o caixa do banco estatal.

A discussão será levada ao STF nesta terça-feira (26), em reunião articulada pelo ministro Luiz Fux, relator do caso. O encontro reunirá representantes da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Governo do Distrito Federal em uma tentativa de acordo para viabilizar a operação financeira.

Segundo Celina Leão, o GDF acionou judicialmente a União após a negativa do aval federal, considerado indispensável para conclusão da operação de crédito. A governadora afirma que o impedimento está ligado à atual classificação da capacidade de pagamento do Distrito Federal, conhecida como CAPAG.

“O motivo do não aval ao Distrito Federal hoje está relacionado à nossa classificação de capacidade de pagamento, mas isso é algo momentâneo”, declarou a governadora ao comentar o impasse envolvendo o banco estatal.

GDF aposta em acordo

Celina Leão afirmou que o governo local trabalha em medidas de contenção de despesas para recuperar os indicadores fiscais até setembro. Segundo ela, sem a restrição atual da CAPAG, a União seria obrigada a conceder o aval necessário para a operação.

A governadora classificou a reunião no STF como oportunidade de conciliação entre o Palácio do Buriti e o governo federal. “É a oportunidade de uma conciliação onde o povo do Distrito Federal está acima de qualquer outra coisa”, afirmou.

De acordo com o GDF, a operação junto ao FGC é considerada essencial para concluir o processo de recuperação financeira do BRB. O banco enfrenta pressão após atrasos na divulgação de balanços financeiros e rebaixamentos promovidos por agências de classificação de risco.

Celina Leão afirmou que parte significativa do problema de liquidez já teria sido resolvida pela instituição financeira. Segundo ela, cerca de 70% da situação foi equacionada internamente antes da tentativa de captação bilionária.

Autorização da União

A etapa considerada decisiva pelo governo local é justamente o reforço de capital condicionado ao aval federal. Sem essa autorização, o BRB não consegue concluir a operação de crédito junto ao Fundo Garantidor de Crédito.

“Se isso for resolvido, tenho certeza de que a população do Distrito Federal ficará tranquila, porque será a recuperação total do banco”, declarou a governadora.

A ofensiva judicial do GDF amplia o embate institucional entre o governo distrital e a União em torno da situação financeira do BRB. O caso também colocou o Supremo Tribunal Federal no centro das negociações para definição do futuro da operação.

A expectativa do governo local é que um eventual acordo homologado pelo STF permita ao banco acelerar o processo de estabilização financeira e reduzir a pressão causada pela crise de confiança enfrentada nos últimos meses.

 

 

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