O Ministério Público do Amapá cumpriu mandados de busca e apreensão na Prefeitura e na Câmara Municipal de Macapá durante operação realizada nesta quarta-feira (6). A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), investiga suspeitas de utilização indevida de cargos públicos para práticas consideradas ilegais.
Ao todo, cinco mandados foram executados em diferentes endereços da capital amapaense. Segundo o MP-AP, a operação precisou ser antecipada após vazamento de informações sigilosas relacionadas às investigações.
Os investigadores não detalharam quais condutas específicas estão sendo apuradas nem quais agentes públicos são alvos do procedimento. A operação mobilizou equipes do Gaeco nas sedes da Prefeitura de Macapá e da Câmara Municipal ao longo da manhã e início da tarde.
Em nota, a Prefeitura de Macapá afirmou que a investigação não possui relação com a atual gestão municipal e declarou confiança nos órgãos de controle e no andamento da apuração.
Câmara diz que denúncia partiu de ex-prefeito
A Câmara Municipal confirmou o cumprimento do mandado de busca nas dependências da Casa Legislativa e informou que a operação ocorreu por volta das 12h desta quarta-feira.
Segundo nota divulgada pela presidência da Câmara, exercida pela vereadora Margleide Alfaia, a investigação teria como origem denúncia apresentada pelo ex-prefeito Antônio Furlan.
“A Presidência da Câmara informa que a referida operação tem como base denúncia apresentada pelo ex-prefeito Antônio Furlan, que vem sustentando uma narrativa com o claro objetivo de descredibilizar a representação protocolada contra ele na véspera de sua renúncia”, afirmou o Legislativo.
Ainda conforme o posicionamento oficial, todos os documentos solicitados pelo Ministério Público foram entregues durante a operação e os acessos às dependências da Câmara foram liberados às equipes do Gaeco.
“A Presidência da Câmara agiu com absoluta transparência e responsabilidade institucional, determinando imediata e total colaboração com as autoridades”, informou a nota.
O Legislativo municipal também declarou que as atividades parlamentares seguem normalmente, sem interrupções provocadas pela operação.
Nota da Câmara Municipal de Macapá na íntegra
“A Câmara Municipal de Macapá foi surpreendida, na tarde desta quarta-feira, 6 de maio de 2026, por uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público, que cumpriu mandado de busca e apreensão nas dependências da Casa, por volta das 12h.
A Presidência da Câmara informa que a referida operação tem como base denúncia apresentada pelo ex-prefeito Antônio Furlan, que vem sustentando uma narrativa com o claro objetivo de descredibilizar a representação protocolada contra ele na véspera de sua renúncia.
Diante da ação, a Presidência da Câmara, exercida pela vereadora Margleide Alfaia, agiu com absoluta transparência e responsabilidade institucional, determinando imediata e total colaboração com as autoridades. Todos os acessos foram franqueados e documentos requisitados prontamente disponibilizados, reafirmando o compromisso da atual gestão com a legalidade, a lisura dos atos públicos e o respeito às instituições.
A Câmara informa, ainda, que suas atividades legislativas seguem em pleno funcionamento, sem qualquer interrupção ou prejuízo aos trabalhos parlamentares e aos serviços prestados à população.
A Presidência reitera sua confiança nas instituições de controle e fiscalização e se coloca integralmente à disposição do Ministério Público, do Poder Judiciário e da sociedade para todos os esclarecimentos necessários.”


