O deputado Isamar Júnior, que desistiu de disputar a reeleição para uma vaga na Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), gastou R$ 305 mil da Verba Indenizatória, o chamado “cotão”, apenas nos primeiros seis meses deste ano. Desse total, quase R$ 94 mil foram destinados a despesas com publicidade.
Em vídeo gravado durante um culto na igreja da família, no mês de abril deste ano, o deputado causou repercussão ao afirmar que utilizaria toda a estrutura da Assembleia Legislativa para ajudar a eleger o pai, Isamar Ramalho, ao Senado Federal, e a mãe, Maria de Nazaré Sodré Ramalho, para uma vaga na Assembleia Legislativa de Roraima.
Na ocasião, o vídeo gerou ampla repercussão nas redes sociais, em grupos de aplicativos de mensagens e nos bastidores da política estadual, uma vez que o parlamentar afirmou que pretendia colocar toda a estrutura do seu gabinete e servidores da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) à disposição da campanha do pai, líder religioso.
“Nós temos uma estrutura de deputado que dá para ajudar essa campanha, e eu me coloquei à disposição com toda a minha estrutura, com todos os servidores que nós temos dentro da Casa para colocar à disposição do pastor Isamar, inclusive meu mandato”, afirmou à época.
Conforme levantamento realizado pelo Portal O Fato com base em raspagem de dados, o deputado utilizou a Verba Indenizatória da seguinte forma no período de janeiro a junho deste ano:
- Locação ou aquisição de licença de software: R$ 50 mil;
- Consultoria e assessoria de imprensa: R$ 47 mil;
- Serviços de contabilidade: R$ 42 mil;
- Consultoria e assessoria jurídica: R$ 72 mil;
- Publicidade (meios de comunicação, blogs, influenciadores digitais e similares): R$ 94 mil.

