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Furto na MacapáPrev leva prefeitura a revisar contratos e apurar impacto financeiro

Prefeitura de Macapá garante pagamentos após furto na MacapáPrev e rompe contrato com empresa suspeita de irregularidades

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A Prefeitura de Macapá informou nesta quarta-feira (18) que avalia a situação financeira da Macapá Previdência (MacapáPrev) após a invasão e furto registrados na sede do órgão no último sábado (14). O levantamento busca identificar prejuízos e possíveis impactos administrativos.

Segundo a prefeitura, apesar do ocorrido, os pagamentos de aposentados e pensionistas estão garantidos e não devem ser afetados enquanto a apuração dos danos está em andamento.

Até o momento, nem a Polícia Civil nem a prefeitura detalharam quais materiais ou documentos foram levados durante a ação. O caso é investigado pela Coordenadoria Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Ceccor), que também apura eventuais falhas de segurança e acesso interno à autarquia.

Após o crime, a prefeitura anunciou o rompimento do contrato com a empresa terceirizada Premium One Representações, que atuava dentro da MacapáPrev. Segundo o assessor jurídico Samuel Falavinha, a decisão foi tomada na terça-feira (17) com base em irregularidades na contratação e na execução dos serviços.

De acordo com ele, a empresa tinha acesso a documentos e setores internos sem controle adequado. A avaliação é de que não havia segurança na gestão dos dados nem registro preciso sobre os arquivos disponíveis.

A prefeitura também aponta suspeita de nepotismo. Segundo o gabinete, a empresa pertence a Kassyo Ramos, primo da ex-presidente da MacapáPrev, Janayna Ramos. O contrato teria sido firmado por dispensa de licitação e supera R$ 1 milhão por ano.

Em nota, a ex-presidente contestou a versão e afirmou que o contrato não foi rescindido, mas suspenso por 60 dias. Ela também declarou que o acordo foi firmado antes de sua posse à frente da autarquia.

Paralelamente, a prefeitura realiza um levantamento interno para identificar o que foi levado da sede e dimensionar os danos ao patrimônio físico e aos processos administrativos.

A prefeitura afirma que ainda não é possível quantificar as perdas. Segundo o assessor jurídico, o cenário encontrado na autarquia inclui falhas no controle patrimonial e na organização de documentos, o que dificulta a identificação imediata dos itens subtraídos.

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