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Empresário preso pela PF em investigação por fraudes na merenda escolar é candidato a deputado estadual

Masamy Eda chegou a ser preso durante a Operação Escama, da Polícia Federal, mas foi solto após pagar fiança de R$ 155 mil

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Pouco mais de seis meses após ser preso pela Polícia Federal durante a Operação Escama, que investiga supostas fraudes em contratos da merenda escolar em Roraima, o ex-deputado estadual Masamy Eda (Podemos) volta ao cenário político como candidato a deputado estadual nas eleições de 2026.

A candidatura ocorre enquanto o ex-parlamentar ainda figura entre os investigados da Operação Escama, deflagrada pela Polícia Federal em janeiro deste ano para apurar um suposto esquema de fraudes em contratos de fornecimento da merenda escolar da Secretaria de Estado da Educação (Seed).

Prisão durante operação

Masamy Eda foi preso em flagrante durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência. Segundo a Polícia Federal, ele teria tentado inutilizar um aparelho celular durante a ação, fato que motivou a prisão pelo suposto crime de fraude processual.

Após audiência de custódia, o ex-deputado foi colocado em liberdade mediante pagamento de fiança.

Na época, a Operação Escama cumpriu mandados de busca e apreensão contra empresários e pessoas ligadas ao fornecimento de alimentos para a rede estadual de ensino. As investigações apontam suspeitas de direcionamento de contratos, superfaturamento e outros possíveis crimes envolvendo recursos públicos destinados à merenda escolar.

Até o momento, não há condenação definitiva contra Masamy Eda, e o processo segue em tramitação.

Patrimônio milionário

Na declaração apresentada à Justiça Eleitoral, Masamy informou possuir um patrimônio total de R$ 6.115.500,00.

Os bens declarados incluem imóveis, participações societárias e aplicações financeiras, conforme os dados disponíveis no sistema de divulgação de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Retorno à política 

Ex-deputado estadual, Masamy Eda tenta retornar à Assembleia Legislativa pelo Podemos em uma eleição marcada pela presença de diversos candidatos que respondem ou responderam a investigações judiciais.

A legislação eleitoral permite o registro de candidaturas de pessoas investigadas, desde que não haja condenação definitiva ou decisão colegiada que gere inelegibilidade nos termos da Lei da Ficha Limpa.

Caso eleito, Masamy poderá exercer normalmente o mandato, salvo eventual decisão judicial que modifique sua situação jurídica.

A candidatura recoloca no debate público a participação de políticos investigados em disputas eleitorais e deve reacender discussões sobre ética, transparência e responsabilidade na administração dos recursos públicos.

Compra de votos

Em 2016, o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) cassou seu mandato de deputado estadual e o declarou inelegível por oito anos, ao reconhecer abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio (compra de votos) nas eleições de 2014. A decisão foi posteriormente mantida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que concluiu haver provas de que eleitores receberam cheques de R$ 100 sob a aparência de pagamento por serviços de campanha, quando, na realidade, o objetivo era influenciar o voto.

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