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Funpapa chega aos 60 anos sob protesto de servidores contra estrutura precária em Belém

Trabalhadores da assistência social realizaram ato simbólico em frente à Praça do Operário e denunciaram falta de servidores, unidades sucateadas e dificuldades no atendimento à população vulnerável

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Com faixas, cartazes e um bolo simbólico improvisado para marcar os 60 anos da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), servidores da assistência social protestaram na manhã desta sexta-feira (8), em Belém, contra o que classificam como abandono da política pública de assistência social no município. A mobilização ocorreu na Praça do Operário, no bairro de São Brás, e reuniu trabalhadores da fundação e representantes sindicais.

O ato ocorreu justamente na data de aniversário da Funpapa, órgão responsável pela execução da política socioassistencial da capital paraense. Durante a manifestação, os participantes denunciaram problemas estruturais nas unidades, falta de recursos básicos e precarização das condições de trabalho, além de cobrarem valorização dos servidores e reforço no atendimento à população em situação de vulnerabilidade.

Cartazes exibidos durante o protesto traziam mensagens como “Funpapa é direito, não é favor”, “Fechar a Funpapa é crime contra o povo” e “A Funpapa cuida. A gente luta por ela”. A escolha da data, segundo os manifestantes, teve caráter simbólico para chamar atenção ao cenário enfrentado atualmente pela fundação após décadas de atuação na assistência social de Belém.

Servidora da fundação e diretora do Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores do Sistema Único da Assistência Social da Funpapa (SintSuas), Cecília Morais dos Santos afirmou que os trabalhadores decidiram transformar o aniversário do órgão em um ato de denúncia pública sobre a situação enfrentada nas unidades.

“Hoje a Fundação Papa João XXIII está completando 60 anos. E nós estamos na campanha por esse órgão, que é o responsável pela assistência social em Belém há 60 anos. Se você perceber, quem está comemorando e denunciando o descaso da assistência social são os servidores”, declarou.

Segundo Cecília, além da ausência de estrutura adequada, diversos espaços funcionam sem coordenação, apresentam infiltrações e enfrentam falta de materiais básicos para atendimento ao público. A sindicalista relatou ainda dificuldades enfrentadas diariamente pelas equipes nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS).

“Temos espaços sucateados, abandonados, com mofo por conta de goteiras, sem ar-condicionado e sem material didático. Muitas vezes falta até água mineral. A população chega aos CRAS e CREAS em situação de vulnerabilidade extrema e a gente não consegue oferecer o mínimo necessário”, afirmou.

Durante a manifestação, servidores também denunciaram a suspensão da distribuição de cestas básicas às famílias atendidas pela rede socioassistencial desde o início deste ano. Segundo os trabalhadores, a redução da estrutura afeta diretamente o atendimento à população mais vulnerável e provoca adoecimento entre os próprios servidores da fundação.

“A assistência social não é caridade. É uma política pública. Nós estamos aqui brigando por um atendimento digno e por condições adequadas de trabalho para atender quem mais precisa”, disse Cecília.

Os manifestantes também relataram dificuldades para realização de visitas sociais devido à falta de veículos e motoristas. Conforme os trabalhadores, a situação compromete o acesso da população a benefícios assistenciais e dificulta o acompanhamento de famílias em situação de risco social em diferentes bairros da capital.

Em nota, a Prefeitura de Belém informou que respeita o direito democrático de manifestação dos servidores e afirmou manter diálogo com as representações sindicais. O município declarou ainda que trabalha para fortalecer a rede socioassistencial com investimentos em reestruturação de equipamentos e ampliação dos serviços ofertados.

“A Prefeitura de Belém reafirma seu compromisso com a valorização dos trabalhadores da assistência social e com o fortalecimento das políticas públicas voltadas à garantia de direitos da população”, informou a gestão municipal.

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