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Justiça bloqueia R$ 11 milhões em operação contra influenciadores do ‘Jogo do Tigrinho’ no DF

Ação da Polícia Civil do DF atingiu nove investigados que simulavam lucros em plataformas virtuais para enganar seguidores; grupo utilizava contas falsas e CPFs de terceiros

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A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), uma operação estratégica contra uma rede de influenciadores digitais acusados de fraudes em apostas virtuais. A 18ª Delegacia de Polícia de Brazlândia cumpriu mandados de busca em seis estados diferentes, além da capital federal, para desarticular o esquema conhecido como “Jogo do Tigrinho”. Como medida imediata, a Justiça determinou o congelamento de R$ 11 milhões das contas bancárias dos envolvidos.

As investigações ganharam força após a apreensão realizada na residência do influenciador Roberth Lucas, em julho do ano passado, onde foram encontrados indícios de manipulação. Segundo os agentes, o grupo utilizava links fraudulentos e contas de demonstração para exibir ganhos irreais e induzir milhares de seguidores ao erro em plataformas estrangeiras. O dinheiro das apostas era frequentemente desviado para os criminosos antes mesmo de entrar no sistema oficial.

De acordo com o delegado Fernando Cocito, o bando possuía uma organização sofisticada, com divisão de tarefas que incluía recrutadores, estrategistas e operadores financeiros especializados. O uso de tecnologias de ocultação de identidade, como servidores proxy, era comum para dificultar o rastreamento das transações ilícitas e garantir o anonimato. A estrutura criminosa também se valia de CPFs de terceiros para realizar a lavagem dos recursos obtidos.

O fluxo financeiro do esquema impressionou as autoridades, com registros de movimentações diárias que chegavam a atingir a média de R$ 48 mil por apenas um dos investigados. No total, os R$ 11 milhões bloqueados representam o montante que teria sido lavado pelo grupo durante o período em que estiveram sob vigilância policial. Os alvos da operação poderão responder judicialmente pelos crimes graves de estelionato e organização criminosa.

As diligências continuam para identificar outros envolvidos e rastrear possíveis ativos ocultos em paraísos fiscais ou carteiras de criptomoedas ligadas aos influenciadores. A polícia reforça o alerta para que a população evite clicar em links de ganhos fáceis promovidos por figuras públicas nas redes sociais, que muitas vezes atuam como fachada. O processo agora entra na fase de análise dos materiais apreendidos para consolidar as provas no Judiciário.

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