O humorista Renato Aragão, eternizado pelo personagem Didi Mocó, virou alvo de uma ofensiva jurídica da Prefeitura do Rio de Janeiro para o pagamento de dívidas fiscais. O Município acionou a Justiça para cobrar um montante acumulado de R$ 548.283,69 referente ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) não quitado. As pendências financeiras estão registradas entre os anos de 2021 e 2023, incidindo sobre uma mansão de alto padrão na zona oeste carioca.
A propriedade em questão é um imóvel de luxo localizado no Recreio dos Bandeirantes que, curiosamente, já se encontra disponível no mercado imobiliário pelo valor de R$ 18 milhões. Diante da dívida ativa, o governo municipal solicitou o “arresto” do bem, medida que visa bloquear judicialmente a residência para impedir sua transferência ou venda. O objetivo da Procuradoria é assegurar que o valor devido aos cofres públicos seja recuperado integralmente.
O processo de execução fiscal teve início em dezembro de 2025, mas enfrenta dificuldades para o cumprimento das citações judiciais. Em janeiro deste ano, a Justiça determinou que o artista fosse notificado no endereço do imóvel para quitar o débito em até cinco dias, mas a carta não surtiu o efeito esperado. Com o impasse, a prefeitura apresentou uma nova manifestação no último dia 28 de abril para acelerar os trâmites legais.
Agora, o órgão municipal exige que a citação seja realizada de forma presencial por um oficial de Justiça ou, em última instância, por meio de edital público. A solicitação do arresto é estratégica, pois garante que a mansão sirva como garantia real enquanto o processo tramita no Judiciário fluminense. Até o momento, a assessoria do humorista não se pronunciou sobre os débitos acumulados ou sobre o pedido de bloqueio do patrimônio.


