A Polícia Civil de Roraima (PCRR) indiciou uma mulher de 32 anos, identificada pelas iniciais A.S.A., suspeita de desviar mais de R$ 100 mil de uma empresa localizada no bairro Senador Hélio Campos, em Boa Vista. A investigação, concluída nesta terça-feira (3) pelo 4º Distrito Policial, identificou que a ex-funcionária utilizava boletos bancários para transferir recursos do estabelecimento para contas vinculadas a ela.
Segundo a Polícia Civil, os desvios ocorreram entre outubro de 2024 e agosto de 2025, quando a investigada ainda trabalhava na empresa. Ela permaneceu no estabelecimento por aproximadamente três anos e era responsável por realizar pagamentos aos fornecedores.
De acordo com o delegado Matheus Fraga, a mulher emitia boletos em seu próprio nome e também em nome de uma empresa individual da qual era proprietária. Os documentos eram pagos com recursos do estabelecimento, como se correspondessem a despesas legítimas da atividade empresarial.
Cobrança de fornecedor revelou irregularidade
O caso começou a ser esclarecido após um fornecedor procurar a empresa para cobrar uma dívida pendente. Entretanto, nos controles financeiros do estabelecimento, o pagamento aparecia como realizado.
A divergência levou à identificação de irregularidades nas operações bancárias efetuadas pela ex-funcionária.
Durante a investigação, os policiais examinaram comprovantes de pagamento, movimentações bancárias e informações cadastrais de empresas registradas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).
A análise identificou a investigada como beneficiária dos boletos e revelou que o mesmo procedimento havia sido repetido em dezenas de pagamentos.
Investigada admitiu uso de boletos para desviar dinheiro
Em depoimento à Polícia Civil, a ex-funcionária confirmou que os boletos estavam registrados em seu nome e reconheceu ter utilizado esse mecanismo para retirar recursos da empresa.
Segundo a investigação, ela declarou que optou pelos boletos para evitar que os desvios fossem identificados por meio de transferências bancárias realizadas via Pix.
A apuração apontou que as operações ocorreram repetidamente durante o período investigado, resultando em prejuízo superior a R$ 100 mil ao estabelecimento.
Inquérito foi encaminhado à Justiça
Após reunir os elementos da investigação, o delegado Matheus Fraga formalizou o indiciamento de A.S.A. por furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, em continuidade delitiva, conforme previsto no Código Penal.
O procedimento foi concluído nesta terça-feira (3) e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para análise e adoção das medidas cabíveis.

