A confirmação pericial sobre o uso de uma arma de choque passou a reforçar o inquérito que apura a agressão contra um homem em situação de rua em Belém. O laudo foi encaminhado à Polícia Civil, que ainda espera a entrega dos celulares dos estudantes investigados para aprofundar a apuração.
O caso veio à tona a partir de vídeos que circularam nas redes sociais e mostram dois estudantes de direito durante a agressão, em imagens que também registram risos e repetição do ato. As cenas teriam ocorrido em área próxima a uma instituição privada de ensino, no bairro da Alcindo Cacela.
Relatos reunidos na investigação indicam que a vítima já havia sido alvo de outras abordagens violentas na mesma região. Testemunhas afirmam que um dos envolvidos circulava com o equipamento e incentivava o uso em forma de “brincadeira” com descargas elétricas.
Após prestarem depoimento, acompanhados de advogados, os suspeitos foram liberados. A instituição de ensino à qual pertencem informou o afastamento dos alunos e abriu procedimento interno para apurar a conduta.
O caso também passou a ser acompanhado por órgãos de direitos humanos e entidades de classe. O Ministério dos Direitos Humanos aponta violação associada à vulnerabilidade social, enquanto a OAB no Pará menciona possível recorte racial e cobra responsabilização. A Polícia Civil mantém a investigação em andamento.


