O ex-procurador de Roraima Luciano Queiroz morreu nesta segunda-feira (6), após complicações de um câncer de pulmão. Condenado a 202 anos de prisão por crimes ligados à exploração sexual de crianças e adolescentes, ele cumpria pena em regime semiaberto desde novembro de 2024.
Queiroz foi um dos investigados na Operação Arcanjo, deflagrada em 2008, que revelou um esquema de exploração sexual envolvendo menores no estado. As apurações apontaram a participação de agentes públicos, empresários e outros envolvidos na rede criminosa.
Segundo as investigações, o esquema tinha como uma das articuladoras Lidiane Foo, responsável por intermediar o aliciamento de meninas, incluindo menores de idade. O ex-procurador foi apontado como um dos clientes do grupo.
Repercussão nacional
A gravidade das denúncias levou o caso a ganhar repercussão nacional e a ser debatido na CPI da Pedofilia, que apurou crimes de exploração sexual infantil em diferentes regiões do país.
As investigações resultaram em condenações de diversos envolvidos e marcaram um dos episódios mais graves relacionados à exploração sexual de menores já registrados em Roraima.


