O vice-governador Edilson Damião (União Brasil) assumiu oficialmente, nesta sexta-feira (27), o comando do Governo de Roraima após a renúncia de Antonio Denarium (PP), que deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado no pleito deste ano. A posse ocorreu durante sessão no plenário da Assembleia Legislativa, reunindo autoridades, parlamentares e representantes da sociedade civil. Edilson Damião permanecerá à frente do Executivo até 31 de dezembro deste ano, concluindo o mandato iniciado em 2023.
A partir de agora, o Executivo estadual passa a ser conduzido pelo engenheiro civil e ex-secretário de Infraestrutura Edilson Damião, eleito em 2022 na chapa encabeçada por Denarium. Ao longo do mandato, ele integrou a gestão e participou das principais decisões administrativas.
Em seu primeiro discurso como governador, Damião destacou que a prioridade será garantir a continuidade das políticas públicas já em execução, preservando o equilíbrio fiscal, a manutenção dos serviços essenciais e o diálogo com os demais Poderes.
“Toda transição exige responsabilidade. Nesses últimos sete anos, vimos o desenvolvimento do Estado nas áreas social e de infraestrutura. Agora, tenho a missão de dar continuidade e aprimorar tudo o que foi construído em Roraima”, afirmou.
Harmonia institucional e prioridades
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Soldado Sampaio (Republicanos), ressaltou que a transição ocorre em um ambiente de estabilidade entre os Poderes. Segundo ele, a atuação conjunta entre Legislativo e Executivo possibilitou, entre outros avanços, a aprovação do maior orçamento da história do Estado, direcionado à ampliação de investimentos e ao aprimoramento dos serviços públicos.
“O que esta Casa defende é a continuidade do funcionamento dos serviços públicos, com melhorias para a população. Nos orgulhamos da harmonia histórica e da parceria institucional entre Assembleia, Governo e demais Poderes, sempre priorizando o povo de Roraima”, declarou.
Renúncia e prestação de contas
Ao anunciar sua renúncia, Denarium relembrou o cenário de crise encontrado em 2018, quando assumiu o governo logo após a intervenção federal. Ele mencionou dívidas bilionárias, atrasos salariais e dificuldades estruturais.
“Quando assumimos, havia bilhões em dívidas e salários atrasados. Hoje, Roraima é um dos estados que mais cresceram no país, tanto no setor produtivo quanto na economia. A realidade mudou na saúde, na segurança e na educação”, disse.
O ex-governador também apresentou um balanço dos sete anos de gestão, destacando investimentos em infraestrutura, concursos públicos, modernização da segurança e recuperação das contas públicas.
“Foram obras entregues, aquisição de equipamentos e mais de 4 mil servidores empossados. Encerro este ciclo com serenidade e felicidade pelo reconhecimento da população”, afirmou.


