A greve dos trabalhadores da coleta de lixo deixou caminhões parados e ruas com acúulo de resíduos em diferentes bairros de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. A paralisação começou nesta segunda-feira (11) após funcionários da empresa responsável pelo serviço denunciarem atrasos salariais, falta de benefícios e condições precárias de trabalho.
Sem previsão de retorno das atividades, a categoria afirma que só voltará ao serviço após acordo para regularização dos pagamentos e melhorias na estrutura oferecida aos trabalhadores. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram caminhões estacionados nas garagens e grupos de funcionários reunidos durante o movimento grevista.
Em entrevista ao programa Bora Cidade, o diretor sindical Mauro Sérgio afirmou que os problemas enfrentados pelos coletores vão além da questão salarial. Segundo ele, trabalhadores estariam atuando sem equipamentos adequados e recebendo alimentação em condições inadequadas.
“Chega a ser até desumana, principalmente com a alimentação. A empresa fornece marmitas que muitas vezes estão estragadas, e alguns trabalhadores chegaram a ser internados com infecções intestinais. Há quem trabalhe de sandália e sem os equipamentos de proteção necessários”, declarou.
De acordo com o sindicato, tentativas de negociação vêm sendo feitas há meses, mas sem retorno da empresa responsável pela coleta. Mauro Sérgio afirmou que e-mails, ligações e cobranças formais não tiveram resposta e que promessas anteriores de regularização dos problemas não foram cumpridas.
Com a paralisação, moradores começaram a relatar aumento do lixo acumulado nas ruas e preocupação com impactos sanitários. Em alguns bairros, sacos de resíduos já ocupam calçadas e pontos de descarte improvisados, cenário que preocupa pela possibilidade de proliferação de insetos e doenças.
Até a publicação desta reportagem, a empresa responsável pela coleta de lixo em Ananindeua não havia se pronunciado sobre as denúncias feitas pelos trabalhadores nem informado previsão para retomada dos serviços.


