fevereiro 11, 2026
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Ex-ministro da Previdência do governo Bolsonaro confirma doação de R$ 60 mil de empresário citado na CPMI do INSS

Sessão também discutiu a relação do ex-ministro com entidades investigadas, além de questionamentos sobre nomeações e alterações nas regras do INSS

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O ex-ministro da Previdência Onyx Lorenzoni afirmou, em depoimento à CPMI do INSS nesta quinta-feira (6), que recebeu R$ 60 mil do empresário Felipe Macedo Gomes como doação à sua campanha ao governo do Rio Grande do Sul em 2022. Gomes é ex-presidente da Amar Clube de Benefícios, entidade investigada por desvio de recursos de aposentados do INSS.

A confirmação ocorreu após questionamento do relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que citou a participação de Gomes em uma das organizações suspeitas de fraudar descontos de aposentados. O empresário foi convocado para depor em outubro, mas permaneceu em silêncio.

Onyx disse que a doação foi regular e que suas contas de campanha foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul. Ele reforçou que não conhecia o empresário e que nunca solicitou recursos ilícitos. O ex-ministro afirmou que o procedimento utilizado pela campanha previa checagem prévia dos doadores em “fontes abertas”.

O relator também questionou a atuação do advogado Pietro Lorenzoni, filho do ex-ministro, em trabalhos para a União Brasileira de Aposentados da Previdência (Unibap), outra entidade investigada no esquema. Onyx negou qualquer interferência e disse desconhecer os clientes do escritório do filho.

O depoente confirmou ter indicado José Carlos Oliveira para a chefia do Ministério do Trabalho e Previdência Social em 2022, embora tenha afirmado que a decisão final foi tomada pelo então presidente Jair Bolsonaro. Oliveira, quando diretor do INSS, assinou acordos com entidades que hoje são alvo da Polícia Federal.

Onyx ainda criticou alterações feitas pelo Congresso em medidas provisórias que flexibilizaram regras para a revalidação anual de descontos associativos de aposentados e pensionistas. Ele declarou não conhecer dois dos principais investigados no esquema: o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti.

Fonte: Agência Senado
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