O ex-prefeito de Porto Velho e candidato ao Governo de Rondônia pela Federação União Progressistas, Hildon Chaves, elevou o tom das críticas contra a atual administração estadual após analisar documento divulgado pelo Tribunal de Contas. Segundo o candidato, a situação financeira do Estado seria ainda mais preocupante do que ele vinha apontando nos últimos meses.
Hildon afirmou que o cenário revelado pelo documento demonstra uma situação que classificou como “muito pior do que havíamos imaginado”. O ex-prefeito também falou em um “rombo de centenas de milhões de reais” nas contas públicas e declarou que, na avaliação dele, o quadro não teria paralelo na história de Rondônia.
Durante as declarações, o candidato também direcionou críticas ao atual governador e ao ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, a quem chamou de “afilhado político” do chefe do Executivo estadual. Segundo Hildon, os dois seriam exemplos de gestores que encerram suas administrações deixando dívidas e problemas em setores como saúde, educação, segurança e infraestrutura rodoviária.
“Exemplos de gestores que encerram suas respectivas administrações saindo pela porta dos fundos, deixando dívidas milionárias e problemas gigantescos em suas gestões, principalmente na saúde, educação, segurança e infraestrutura das rodovias”, declarou.
“Vendendo o café da manhã, o almoço e o jantar”
Hildon também retomou uma comparação que havia utilizado anteriormente para criticar a condução financeira do Estado. Se antes dizia que o governo estaria “vendendo o almoço para comprar o jantar”, agora afirmou considerar o cenário ainda mais grave.
“Eu me enganei, o governador está vendendo o café da manhã, o almoço, a sobremesa, o jantar, e mesmo assim não está sobrando nada pra refeição de amanhã”, afirmou.
Na sequência, classificou a situação como um “grande descalabro” e voltou a criticar a continuidade do atual grupo político no comando do Estado.
Hildon cita gestão em Porto Velho
Ao defender sua candidatura, Hildon Chaves utilizou os oito anos em que comandou a Prefeitura de Porto Velho como contraponto às críticas feitas às atuais administrações.
Segundo ele, sua gestão na capital teve como pilares a responsabilidade administrativa e o combate à corrupção no serviço público. Entre as realizações citadas pelo candidato estão a construção da rodoviária, a conclusão de viadutos e a pavimentação de mais de 800 quilômetros.
“Resolvemos problemas que todos diziam que eram insolúveis em nossa capital, fizemos uma rodoviária que parecia impossível de se fazer, terminamos viadutos que ninguém acreditava ser possível concluir, asfaltamos mais de 800 quilômetros em bairros que as pessoas esperavam por mais de 60, 70 anos serem asfaltados”, declarou.
Hildon afirmou que os resultados não decorreram de “milagre”, mas de gestão dos recursos públicos e respeito à população.
Candidato prevê “desafios gigantescos” em 2027
Ao projetar um eventual início de governo, Hildon reconheceu que 2027 deverá ser marcado por dificuldades e classificou os desafios como “gigantescos”. Apesar disso, afirmou que pretende aplicar no Estado medidas semelhantes às adotadas durante sua passagem pela Prefeitura de Porto Velho.
Entre as propostas mencionadas estão a construção de um novo Hospital João Paulo II, ações para melhorar a saúde nos municípios, contratação de policiais e investimentos em tecnologia e inteligência para o enfrentamento à criminalidade.
Na educação, Hildon citou o desempenho alcançado por Porto Velho no ranking de alfabetização infantil como exemplo do modelo que pretende levar para o Estado.
“Assim como fizemos em Porto Velho, onde a situação era muito grave, também faremos por Rondônia. Construiremos um novo e moderno Hospital João Paulo II, resolveremos a questão da saúde nos municípios, contrataremos policiais e investiremos em tecnologia e inteligência para combater a criminalidade e transformaremos a educação”, afirmou.
“Nós sabemos fazer, por isso faremos mais e melhor por Rondônia”, completou o candidato.

