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MP investiga Dulce Almeida por suspeita de uso eleitoral da Semed durante campanha do irmão, David Almeida

A medida foi motivada por uma comunicação da 58ª Zona Eleitoral e tem prazo inicial de 90 dias

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A irmã do prefeito David Almeida (Avante) e ex-secretária municipal de Educação de Manaus, Dulce Almeida, é investigada pelo Ministério Público do Amazonas (MP) por suspeita de uso da estrutura da Semed com finalidade eleitoral durante a campanha de reeleição do irmão, entre os dias 14 e 23 de outubro de 2024.

A investigação está a cargo da 46ª Promotoria de Justiça de Manaus, especializada na proteção do patrimônio público, e é conduzida pelo promotor Alessandro Samartin de Gouveia. O procedimento foi formalizado em 25 de abril de 2025.

De acordo com a portaria de instauração, o Ministério Público apura a “suposta prática de condutas em desvio de finalidade para obtenção ilícita de votos em eleição municipal”, por meio de “reuniões irregulares nas escolas municipais de Manaus entre gestores e pais de alunos”, com o objetivo de, “de forma velada ou explícita, pedir votos em favor do então candidato à reeleição David Antônio Abisai Pereira de Almeida”.

A medida foi motivada por uma comunicação da 58ª Zona Eleitoral e tem prazo inicial de 90 dias. Segundo o documento, a intenção é “complementar os fatos e identificar adequadamente o objeto da investigação (dados objetivos e subjetivos) que permita a este membro decidir com a observância do devido processo legal”.

Entre as diligências determinadas estão a solicitação de informações à promotoria eleitoral da 58ª Zona sobre eventuais apurações já em andamento, a requisição do calendário escolar de 2024 ao Conselho Municipal de Educação e a intimação do vereador Rodrigo Guedes, autor da denúncia, para que informe se participou de alguma das reuniões mencionadas.

Também foi determinada a intimação do subsecretário de Administração e Finanças da Semed, Lourival Litaiff Praia, para esclarecer por que assinou o ofício nº 0084/2025 no lugar da secretária titular da pasta. O MP ainda requisitou a consulta a processos eleitorais já existentes na capital com objeto semelhante e designou um servidor para secretariar o procedimento.

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