A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5), a segunda fase da Operação Buruburu, com foco na identificação e no bloqueio do patrimônio de pessoas investigadas por envolvimento em um esquema de garimpo ilegal e lavagem de dinheiro relacionado à Terra Indígena Yanomami.
Nesta etapa, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nos municípios de Santarém, no Pará, e Goiânia, em Goiás. As medidas judiciais também determinaram restrições patrimoniais que ultrapassam R$ 248 milhões em bens e valores.
Entre os alvos das medidas estão ativos financeiros, imóveis, veículos e aeronaves. A iniciativa busca interromper a movimentação e a ocultação de recursos que, segundo as investigações, seriam provenientes das atividades ilegais.
Empresas e cooperativas na movimentação de recursos
As apurações indicam que os investigados teriam utilizado empresas, cooperativas e terceiros para movimentar valores e ocultar patrimônio de origem suspeita. A investigação aponta indícios de lavagem de dinheiro em larga escala.
A primeira fase da Operação Buruburu foi realizada em 2023 e teve como foco uma organização criminosa suspeita de financiar e oferecer suporte logístico aéreo ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami.
Na ocasião, pilotos investigados foram alvos de mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva.
Na nova etapa, o trabalho da Polícia Federal está concentrado na identificação e na constrição de bens e valores que teriam sido acumulados por meio das atividades investigadas.

