A Polícia Civil do Pará prendeu, na manhã de domingo (1º), a proprietária de uma empresa de eventos suspeita de aplicar golpes na contratação de festas de aniversário, formaturas e casamentos. A prisão preventiva foi cumprida em um condomínio no bairro Imperador, em Castanhal, no nordeste paraense.
A operação foi realizada pela Delegacia do Jaderlândia, com apoio da Seccional Urbana de Castanhal. Segundo a investigação, pelo menos sete pessoas relataram prejuízos que, somados, ultrapassam R$ 118 mil.
As investigações começaram após uma cliente denunciar que havia pago R$ 21.828 pela organização da festa de 15 anos da filha. Conforme a Polícia Civil, a empresária solicitava pagamentos antecipados sob a justificativa de que os valores seriam repassados aos fornecedores responsáveis pelo evento.
Entretanto, na véspera da comemoração, a investigada cancelou a festa alegando motivo de “força maior”. Durante as apurações, os fornecedores informaram à polícia que não haviam sido contratados nem recebido qualquer pagamento pelos serviços.
A vítima também relatou que não recebeu a devolução do dinheiro.
Outras seis vítimas denunciaram prejuízos
Com o avanço das investigações, outras seis pessoas procuraram a Polícia Civil para relatar situações semelhantes. As denúncias envolvem festas de 15 anos, aniversários infantis, uma formatura e um casamento.
Considerando o primeiro caso e os demais relatos, os prejuízos ultrapassam R$ 118 mil. Segundo a polícia, não há informações sobre a restituição dos valores às vítimas.
As denúncias adicionais estão sendo investigadas em procedimentos próprios.
Justiça determina prisão e bloqueio de contas
A prisão preventiva foi decretada pela Justiça a pedido da Polícia Civil, com o objetivo de garantir a ordem pública diante do risco de surgimento de novas vítimas.
A decisão judicial também determinou o bloqueio de até R$ 21.828 nas contas bancárias da investigada e da empresa, para assegurar o possível ressarcimento da cliente que denunciou o primeiro caso.
Após a prisão, a empresária ficou à disposição da Justiça para a realização da audiência de custódia.
A Polícia Civil continua as investigações para esclarecer os demais casos e identificar outras possíveis vítimas.

