O Pará conquistou a quarta posição nacional em taxa de investimentos e alcançou o quinto lugar em solidez fiscal no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Os resultados refletem indicadores da administração estadual, com dados fiscais de 2025, durante o governo de Helder Barbalho (MDB), e informações de 2026, período que também abrange a gestão de Hana Ghassan (MDB). O estado avançou cinco posições no pilar de solidez fiscal e passou a liderar esse indicador entre os sete estados da região Norte.
O indicador integra o pilar Solidez Fiscal, responsável por 10,5% da pontuação geral do ranking, e considera a relação entre os investimentos liquidados e a receita corrente líquida de cada unidade da Federação. Quanto maior o percentual, melhor a classificação do estado.
Publicado desde 2011, o Ranking de Competitividade dos Estados analisa dez pilares relacionados ao desempenho da administração pública. Os dados utilizados na avaliação foram extraídos do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi).
Pará também ocupa quinta posição em solidez fiscal
Além do desempenho na taxa de investimentos, o Pará alcançou o quinto lugar nacional no pilar Solidez Fiscal do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, resultado divulgado em setembro.
O estado avançou cinco posições em comparação com a edição anterior, registrando o segundo maior crescimento do país nesse pilar. Na região Norte, o Pará ocupa a primeira colocação entre os sete estados avaliados.
A análise da solidez fiscal considera nove indicadores relacionados à gestão orçamentária e à situação financeira dos governos estaduais.
Entre os fatores que contribuíram para o avanço do Pará estão os resultados nos indicadores de Sucesso do Planejamento Orçamentário, Resultado Primário, Gasto com Pessoal e Poupança Corrente.
Investimentos chegaram a 13,62% da receita em 2025
Dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) mostram que a participação dos investimentos na Receita Corrente Líquida apresentou variações nos últimos três anos.
Em 2023, o percentual alcançou 15,47%, o maior registrado no período analisado. No ano seguinte, caiu para 12,93%, antes de voltar a crescer em 2025, quando atingiu 13,62%.
No mesmo período, o Pará registrou superávit primário de R$ 1,55 bilhão, resultado de receitas primárias de R$ 30,94 bilhões e despesas primárias de R$ 29,39 bilhões.
Os números foram apresentados pela Sefa e pela Secretaria de Estado de Planejamento e Administração (Seplad) durante audiência pública realizada em setembro na Assembleia Legislativa do Estado do Pará.
Secretário destaca crescimento da receita estadual
O secretário de Estado da Fazenda, René Sousa Júnior, avaliou que o aumento da arrecadação contribuiu para ampliar a disponibilidade de recursos destinados às políticas públicas.
“O crescimento da receita do Estado contribuiu para ampliar os recursos disponíveis ao financiamento de políticas públicas. A expansão dos investimentos em ritmo superior ao da Receita Corrente Líquida indica que o Estado elevou o peso dessa despesa em relação à receita, entre 2019 e 2025”, afirmou.
O secretário também destacou que a continuidade dos investimentos está relacionada ao comportamento das receitas e despesas estaduais.
“A manutenção da capacidade de investimento depende da evolução das despesas correntes, da arrecadação, das transferências e das obrigações financeiras”, acrescentou.
O levantamento do CLP utiliza informações fiscais oficiais para comparar o desempenho dos estados brasileiros e acompanhar indicadores de gestão pública, incluindo a capacidade de investimento e a situação das contas estaduais.

