O auditor fiscal do Estado do Pará Charles Alcantara se manifestou, nesta sexta-feira (30), sobre a possibilidade de o governador eleito do Pará, Daniel Santos (Podemos), escolher um profissional de outro estado para comandar a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa-PA) a partir de janeiro de 2027. Em nota publicada nas redes sociais, Alcantara afirmou que a secretaria possui servidores qualificados para assumir a gestão e alcançar resultados sem depender de nomes de fora.
A manifestação ocorreu após a circulação de notícias de que Daniel Santos teria decidido buscar um profissional de outro estado para integrar sua futura equipe de governo.
Embora tenha reconhecido que a escolha dos secretários é uma prerrogativa do governador eleito, Alcantara defendeu a capacidade técnica dos profissionais que já integram a estrutura da Fazenda estadual.
“O que posso – e devo – dizer, é que a experiência de quase 8 (oito) anos sob a gestão de ‘alguém de fora’ deixou lições importantes, cuja maior delas é a de que a Secretaria da Fazenda do Pará não precisa de ‘alguém de fora’ para desenvolver trabalho de excelência e produzir resultados de ponta”, afirmou.
O auditor destacou que a secretaria conta com profissionais selecionados por concursos públicos de elevada exigência e que possuem qualificação para garantir o desempenho das atividades fiscais e tributárias.
Segundo Alcantara, os resultados obtidos pela Fazenda estadual são fruto do trabalho do quadro técnico, independentemente de quem ocupa o comando da pasta.
Auditor reconhece autonomia do governador eleito
Apesar de defender a valorização dos profissionais da própria secretaria, Charles Alcantara ressaltou que não pretende questionar o direito de Daniel Santos de escolher livremente seus auxiliares.
“Em primeiro lugar, não cabe a mim, nem ao Sindifisco, hoje presidido pelo Auditor Fiscal Dinomarck Santos, questionar a prerrogativa legal do governador eleito de escolher livremente a sua equipe”, declarou.
Na nota, o auditor mencionou como precedente a escolha do mineiro René de Oliveira e Sousa Júnior para a Secretaria da Fazenda em 2018. Ele afirmou que não criticou a indicação naquela ocasião e, por isso, não considera adequado contestar a prerrogativa do novo governador.
Alcantara, no entanto, fez ressalvas à experiência administrativa dos últimos oito anos, classificando a gestão do atual secretário como autocrática e marcada por dificuldades no trabalho em equipe.
Charles Alcantara defende diálogo e valorização dos servidores em 2027
Ao abordar as expectativas para a próxima administração estadual, o auditor afirmou que o desempenho da Sefa não dependerá da origem do futuro secretário.
“No próximo governo, o do Dr. Daniel, o quadro técnico da Sefa seguirá cumprindo o seu papel com excelência, e certamente baterá novos recordes de arrecadação, não importa quem seja o(a) titular da Sefa, se do estado ou fora dele, até porque o quadro de auditores e fiscais é formado por gente de todos os estados”, escreveu.
Charles Alcantara também apresentou expectativas sobre o perfil do futuro gestor, defendendo competência técnica, integridade, diálogo com os servidores e abertura às novas modalidades de trabalho proporcionadas pelas inovações tecnológicas.
“Faço votos de que o(a) próximo(a) Secretário(a) da Fazenda, além de probo e tecnicamente competente, supere o atual na qualidade do relacionamento com os servidores, não seja hostil às novas modalidades de trabalho possibilitadas pelas inovações tecnológicas, e valorize a gestão colegiada”, afirmou.
O auditor encerrou a manifestação desejando sorte ao governador eleito Daniel Santos e à equipe que assumirá a administração estadual em 2027.
Na publicação, Alcantara não identifica o nome do possível indicado para a Secretaria da Fazenda. A manifestação trata das notícias sobre a escolha de um profissional de fora do Pará, sem confirmar que a indicação tenha sido definida.

