A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (17) a Operação Apolônia para aprofundar as investigações sobre suspeitas de peculato e lavagem de dinheiro envolvendo recursos do Conselho Federal de Odontologia (CFO).
A investigação apura possíveis irregularidades na destinação de aproximadamente R$ 40 milhões do conselho, que teriam sido repassados a uma empresa privada responsável pela gestão de investimentos.
Segundo a Polícia Federal, a empresa não possuía autorização do Banco Central nem da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para operar no mercado financeiro.
Durante a operação, os agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Mato Grosso. As ordens foram expedidas pela 12ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal.
R$ 300 mil apreendidos
Nas buscas, a PF apreendeu aproximadamente R$ 300 mil em dinheiro vivo, além de veículos.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 57 milhões em contas e bens relacionados às pessoas físicas e jurídicas investigadas. Entre os alvos da apuração estão ex-dirigentes do Conselho Federal de Odontologia e empresários.
As medidas têm como objetivo preservar valores e bens enquanto as suspeitas são investigadas.
PF identificou movimentações atípicas
De acordo com a investigação, foram identificadas movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo os recursos.
A PF apura a dispersão dos valores recebidos, transferências realizadas entre empresas e pessoas relacionadas aos investigados e a existência de remessas internacionais.
A Operação Apolônia busca esclarecer a destinação do dinheiro e identificar eventuais responsáveis pelas operações. As investigações permanecem em andamento, e as suspeitas apuradas não representam condenação dos envolvidos.

