O ex-governador Helder Barbalho aparece na liderança da disputa pelo Senado no Pará, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (15). O levantamento mostra o emedebista com vantagem fora da margem de erro sobre o deputado federal Eder Mauro, consolidando, neste momento, a dianteira na corrida por uma das vagas da bancada paraense em Brasília.
De acordo com os números, Helder registra 25,8% das intenções de voto, enquanto Eder Mauro aparece em segundo lugar com 19,7%. A diferença de 6,1 pontos percentuais supera a margem de erro de 3,1 pontos da pesquisa, indicando vantagem estatística do ex-governador no cenário apresentado pelo instituto.
Na sequência, o senador Zequinha Marinho surge com 14,8%. O deputado federal Celso Sabino registra 12,8%, enquanto o deputado estadual Chicão aparece com 11,2%. Já Gizelli Freitas soma 1,7% das intenções de voto.
Disputa aberta
Apesar da liderança de Helder Barbalho, a pesquisa aponta um contingente expressivo de eleitores ainda sem definição consolidada. A categoria chamada de “flutuantes”, formada por indecisos ou entrevistados que citaram nomes não incluídos na lista principal, alcançou 14% no levantamento.
O dado mantém o cenário em movimento nos bastidores políticos paraenses, principalmente porque duas vagas ao Senado estarão em disputa em 2026. Lideranças partidárias avaliam que o comportamento desse eleitorado poderá influenciar diretamente as composições futuras e o fortalecimento de alianças regionais.
A presença de Eder Mauro em segundo lugar também reforça a tendência de polarização entre campos políticos distintos dentro do Estado. Enquanto Helder tenta consolidar o grupo governista e ampliar o alinhamento com partidos do centro político, Eder Mauro busca crescer junto ao eleitorado conservador ligado ao PL.

Articulações
A corrida ao Senado no Pará já começou a provocar movimentações entre partidos e lideranças que também observam os reflexos da disputa para o Governo do Estado. A presença de nomes ligados a diferentes grupos políticos transforma a eleição senatorial em uma peça estratégica dentro das articulações para 2026.
Nos bastidores, aliados de Helder avaliam que a liderança fortalece o capital político do ex-governador para a montagem de alianças futuras. Já adversários enxergam espaço para crescimento ao longo da pré-campanha, especialmente, diante do volume ainda significativo de eleitores sem posicionamento definitivo.


