O estado do Amapá registrou a maior taxa de desemprego do Brasil no primeiro trimestre de 2026, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice alcançou 10% da população economicamente ativa, superando os percentuais observados em unidades da federação como Alagoas, Bahia e Pernambuco.
Apesar de liderar o ranking nacional, o indicador apresentou estabilidade na comparação com o último trimestre de 2025, quando a taxa de desocupação no estado era de 8,4%, mantendo-se dentro da margem estatística observada pelo levantamento.
Os números da pesquisa revelam disparidades no mercado de trabalho amapaense, especialmente em relação ao gênero. Entre as mulheres, a taxa de desemprego atingiu 11,4%, enquanto entre os homens o percentual ficou em 8,9%, evidenciando maior dificuldade de inserção feminina no mercado formal.
O nível de escolaridade também influenciou os índices de desocupação. Pessoas com ensino médio incompleto registraram a maior taxa de desemprego do estado, chegando a 22,7%. Em contrapartida, trabalhadores com ensino superior completo apresentaram percentual significativamente menor, de 5,6%.
Outro dado destacado pelo levantamento foi o avanço da informalidade no mercado de trabalho local. No primeiro trimestre deste ano, 42,7% da população ocupada no Amapá exercia atividades sem vínculo formal, como trabalho sem carteira assinada ou ocupações sem registro. Entre os empregados do setor privado, 68% possuíam carteira de trabalho assinada.
A pesquisa também apontou crescimento no número de pessoas em busca de recolocação profissional por períodos prolongados. Cerca de 10 mil amapaenses procuravam emprego havia dois anos ou mais, volume 25% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Além disso, aproximadamente 6 mil pessoas estavam desempregadas havia menos de um mês.
As informações integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), principal estudo realizado pelo IBGE para monitorar indicadores relacionados ao mercado de trabalho e às condições de vida da população brasileira.


