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Servidor da Caixa em Macapá vicia em apostas e desvia dinheiro para conta da mãe

Ex-bancário foi demitido por justa causa após confessar transferências irregulares via PIX; banco cobra ressarcimento de R$ 19 mil e pede suspensão de direitos políticos do investigado em Macapá

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Um ex-funcionário da agência do Pacoval, na Zona Norte da capital, é alvo de uma ação judicial após desviar mais de R$ 17 mil para alimentar o vício em jogos. A fraude ocorreu em dezembro de 2024, quando Patrick Barbosa Mira realizou diversas transferências via PIX para a conta bancária de sua genitora, visando ocultar a origem dos valores retirados do caixa.

O esquema foi descoberto por outro servidor durante uma conferência de rotina, enquanto o suspeito estava afastado por motivos de saúde. Segundo a investigação interna, Patrick confessou o crime e admitiu que informava valores fictícios no fechamento diário para camuflar as retiradas. O dinheiro passava pela conta da mãe antes de chegar ao seu perfil em plataformas de apostas.

Em depoimento ao conselho disciplinar, o ex-bancário alegou viver um momento de desespero financeiro e afirmou estar em tratamento psiquiátrico para lidar com a dependência. Ele foi demitido por justa causa após decisão unânime do banco, que agora cobra na esfera federal o ressarcimento de R$ 19 mil, valor que já inclui as correções monetárias e juros acumulados.

Boqueio de bens e multa

O processo tramita na 6ª Vara Federal do Amapá e busca não apenas a devolução do montante, mas também a aplicação de sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa. A Caixa Econômica Federal solicita o bloqueio de bens do ex-servidor e a suspensão de seus direitos políticos por até 12 anos, além do pagamento de uma multa civil pela conduta ilícita.

A instituição bancária reforçou que colabora integralmente com as autoridades e mantém o fornecimento de documentos técnicos para embasar a acusação judicial. O caso, aberto oficialmente em março de 2026, corre sob segredo de justiça devido à exposição de dados bancários de terceiros. Até o momento, a defesa de Patrick não se manifestou sobre o andamento das novas cobranças.

A situação acende um alerta sobre o impacto do mercado de apostas dentro de órgãos públicos e instituições financeiras de grande porte. O Ministério Público e a auditoria do banco monitoram agora se houve auxílio direto de outras pessoas nas transações financeiras. O desfecho do caso aguarda a análise das provas apresentadas pela comissão de inquérito da estatal.

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