O avanço das águas em diferentes calhas do Amazonas ampliou o mapa da cheia no estado e levou 15 municípios a situação de emergência, com mais de 133 mil pessoas impactadas. A situação mais crítico se concentra em cidades do Juruá, Purus e Alto Solimões, onde a subida dos rios já afeta comunidades ribeirinhas, áreas urbanas e atividades econômicas.
Conforme balanço da Defesa Civil, Guajará foi o município mais recente incluído na lista de emergência após a elevação do rio Juruá, juntando-se a cidades como Tonantins, Tabatinga, Benjamin Constant, Boca do Acre, Lábrea e Tapauá. Em vários desses pontos, a cheia já provoca efeitos sobre abastecimento, deslocamento e produção rural.
Diante do agravamento, o estado mantém ainda municípios em alerta e em atenção, em uma faixa de monitoramento que alcança boa parte do interior. Manaus permanece em normalidade, mas o avanço do nível dos rios mantém vigilância contínua das equipes de acompanhamento.

Municípios mais afetados
Entre as 15 cidades em emergência estão Atalaia do Norte, Canutama, Carauari, Eirunepé, Itamarati, Ipixuna, Juruá e Santo Antônio do Içá, além de municípios onde a pressão dos rios levou ao reconhecimento oficial da situação crítica. Em Guajará, o Juruá atingiu 12,03 metros; em Tonantins, o Solimões chegou a 15,09 metros.
No monitoramento estadual, Amaturá, Envira, Pauini e São Paulo de Olivença aparecem em alerta, enquanto outros 31 municípios estão em atenção, entre eles Parintins, Tefé, Coari, Humaitá, Manacapuru e Iranduba.
Resposta à cheia
Para reduzir impactos da inundação, o governo iniciou ações com distribuição de purificadores de água, medidas emergenciais de crédito e suporte a populações atingidas. A resposta envolve ainda monitoramento permanente por órgãos estaduais e atuação do comitê voltado a eventos climáticos.
Sem se restringir à assistência imediata, o plano inclui orientações sanitárias para vacinação, controle da qualidade da água e distribuição de hipoclorito em áreas afetadas, em meio ao avanço da cheia pelo interior do Amazonas.


