O uso de drones para monitorar a ex-companheira levou o prefeito de Guanhães, Evandro Lott, a ser denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) por perseguição, ameaças e violência psicológica. A apuração indica que servidores e recursos ligados à prefeitura teriam sido usados para vigiar a vítima após o fim do relacionamento.
Segundo a denúncia, a perseguição teria se estendido por meses, com monitoramento constante, intimidações e tentativas de controle da rotina da mulher. O suposto uso de drones e de funcionários públicos é tratado como agravante por envolver possível utilização da máquina pública para fins pessoais.
Preso preventivamente desde o início de abril, Lott também responde por posse irregular de arma de fogo. Durante o cumprimento de mandados, armas foram apreendidas e incorporadas à investigação.
Uso da estrutura pública
A investigação também apura se houve desvio de função de servidores e emprego de recursos públicos na suposta vigilância. Mensagens e áudios reunidos pelo Ministério Público integram o material analisado.
O caso provocou impacto na administração municipal, que passou ao comando do vice-prefeito Paulo de Tarso após a prisão do gestor.
O Ministério Público avalia novos desdobramentos e não descarta aprofundar a apuração sobre eventual abuso de poder e outros crimes ligados ao caso.


