A Justiça homologou a prisão preventiva da comunicadora Raniely Silva Carvalho durante audiência de custódia realizada na manhã desta terça-feira (28), em Boa Vista. A decisão ocorre após o cumprimento do mandado expedido no âmbito da Operação Mantus, deflagrada pela Polícia Civil de Roraima para investigar esquemas de jogos de azar e lavagem de dinheiro.
Logo após a sessão, os advogados Henrique Wagner e Ana Leão divulgaram um vídeo detalhando o resultado do procedimento jurídico, que visou apenas avaliar a regularidade da prisão. Segundo os juristas, alguns pedidos foram acolhidos pelo magistrado, garantindo que a integridade física e a segurança da influenciadora sejam preservadas dentro do sistema prisional do estado.
“Diante dessa decisão, nós vamos agora analisar todo o processo e tomar imediatamente as medidas necessárias para que ela responda em liberdade”, afirmou o advogado Henrique Wagner. A defesa ressaltou ainda que se coloca à disposição das autoridades para esclarecer os fatos e buscar o que classificam como a verdade real dentro do inquérito policial.
Operação Mantus
Raniely foi detida na segunda-feira (27) como parte de uma ofensiva que mira a exploração ilícita de jogos eletrônicos e a movimentação financeira suspeita em plataformas digitais. A investigação aponta que figuras públicas eram utilizadas para promover sorteios sem autorização legal, ocultando a origem de valores obtidos por meio de apostas não regulamentadas.
O Ministério Público e a Polícia Civil seguem analisando materiais apreendidos durante as buscas para identificar outros integrantes da rede criminosa que atuava na região. Enquanto isso, a equipe jurídica da comunicadora prepara recursos para tentar reverter a custódia preventiva, alegando que a liberdade da cliente não compromete a ordem pública ou a instrução do processo.
A estratégia agora foca na análise detalhada das provas apresentadas pelos investigadores para contestar a necessidade da manutenção do cárcere. Raniely Carvalho é uma figura conhecida nas redes sociais roraimenses, e o caso segue sob forte sigilo judicial devido à complexidade das transações bancárias e fiscais que estão sendo rastreadas pelo núcleo de inteligência.


