InícioParáJustiça afasta investigador da Polícia Civil por disparos em boate no Pará

Justiça afasta investigador da Polícia Civil por disparos em boate no Pará

Investigador que já responde por violência arbitrária e lesão corporal é suspenso de suas funções em Jacareacanga, sudoeste paraense

Publicado em

A Vara Única de Jacareacanga determinou a suspensão do investigador Orlando Ramos, filmado efetuando disparos de arma de fogo dentro de uma casa noturna. O fato ocorreu no Clube da Helena, no sudoeste paraense, e resultou no recolhimento imediato do armamento funcional e do distintivo do agente público.

Registros feitos por frequentadores mostram o policial civil com sinais de embriaguez durante o evento realizado no último dia 11 de abril. No vídeo, o servidor direciona o revólver para uma mulher enquanto aciona o gatilho, em um local que recebia grande público no momento da ocorrência.

A medida atende a um pedido do Ministério Público Estadual (MPPA), protocolado pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Com a decisão assinada em 22 de abril, o servidor fica impedido de exercer funções na estrutura da Polícia Civil durante a tramitação do processo.

Histórico de processos

O levantamento da ficha funcional do agente aponta que a conduta em Jacareacanga não é o primeiro registro de irregularidade em sua trajetória. Orlando Ramos responde a outras ações penais nas comarcas de Rurópolis e Itaituba, com acusações que envolvem agressão física e abuso de autoridade.

Na Justiça de Rurópolis, o investigador figura como réu por violência arbitrária, conforme tipificado no artigo 322 do Código Penal. Já em Itaituba, há uma denúncia por lesão corporal qualificada, elementos que fundamentaram o pedido de afastamento cautelar feito pelos promotores de Justiça.

Restrições

Além da perda temporária do porte de arma, o investigado deve manter distanciamento de quem presenciou o ocorrido no estabelecimento. O juízo proibiu qualquer modalidade de contato entre o policial e as testemunhas ou vítimas que prestaram depoimento sobre os disparos efetuados no interior do clube.

As determinações visam assegurar a coleta de provas sem interferências externas ou possíveis intimidações por parte do servidor afastado. Caso Orlando Ramos ignore as ordens de restrição ou tente obstruir o trabalho do Ministério Público, a Justiça poderá converter as medidas cautelares em prisão preventiva.

spot_img

Últimos Artigos

Justiça condena Prefeitura de Novo Repartimento, União e FNDE por falhas na educação indígena

A Justiça Federal acolheu pedidos do Ministério Público Federal (MPF) e determinou que a...

UBSs de Boa Vista concentram atendimentos de rotina e orientam população sobre quando buscar hospitais

As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são a principal porta de entrada da população...

Operação Escudo Capital reforça policiamento em Boa Vista com 50 PMs e 20 viaturas

O Governo de Roraima lançou nesta quinta-feira (16) a Operação Escudo Capital, coordenada pelo...

AME BV libera R$ 450 mil em crédito para 150 mulheres empreendedoras de Boa Vista

A Prefeitura de Boa Vista, por meio da Agência Municipal de Empreendedorismo (AME-BV), formalizou...

Mais como este

Justiça condena Prefeitura de Novo Repartimento, União e FNDE por falhas na educação indígena

A Justiça Federal acolheu pedidos do Ministério Público Federal (MPF) e determinou que a...

UBSs de Boa Vista concentram atendimentos de rotina e orientam população sobre quando buscar hospitais

As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são a principal porta de entrada da população...

Operação Escudo Capital reforça policiamento em Boa Vista com 50 PMs e 20 viaturas

O Governo de Roraima lançou nesta quinta-feira (16) a Operação Escudo Capital, coordenada pelo...