O pedido de Jair Bolsonaro para realizar uma cirurgia no ombro direito passou à análise da Procuradoria-Geral da República após despacho do ministro Alexandre de Moraes, que abriu prazo de cinco dias para manifestação sobre a solicitação da defesa. O procedimento foi apresentado ao Supremo em meio ao período em que o ex-presidente cumpre prisão domiciliar por decisão da Corte.
Segundo os advogados, Bolsonaro enfrenta dores e limitações funcionais, e pediu autorização para realizar a cirurgia nos próximos dias sob argumento de preservação da saúde. A eventual liberação, porém, dependerá tanto do parecer da PGR quanto da decisão posterior do relator.
Desde que passou ao regime domiciliar, autorizado por 90 dias com fundamento em questões médicas, o estado de saúde do ex-presidente tem integrado as discussões levadas ao Supremo. Relatórios enviados à Corte apontaram evolução clínica, mas também episódios de dor e fadiga durante o tratamento.
Pedido chega ao STF
Nos documentos apresentados pela defesa, o procedimento cirúrgico é tratado como necessário diante do quadro relatado pelos médicos. A solicitação foi protocolada dias após informes sobre melhora do quadro pulmonar, mas com manutenção de sintomas que, segundo os advogados, afetam a reabilitação.
Ao pedir manifestação da Procuradoria antes de decidir, Moraes acrescenta nova etapa ao processo de análise do pedido, que agora aguarda posicionamento do Ministério Público antes de eventual deliberação sobre a cirurgia.


