A ré Monique Medeiros se apresentou à Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (20), em cumprimento a mandado de prisão preventiva. Ela compareceu à 34ª DP, em Bangu, após decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou o retorno à prisão na última sexta-feira (17).
A medida atende a pedido feito por Leniel Borel de Almeida, pai da criança e assistente de acusação no processo. Na decisão, o ministro apontou a necessidade de preservar a autoridade da Corte, ao entender que a soltura anterior, autorizada por instâncias inferiores, contrariou determinações já fixadas pelo STF.
O magistrado também afastou o argumento de demora processual que havia embasado a liberdade da ré. Segundo ele, o adiamento do júri, inicialmente previsto para março, ocorreu após a saída da defesa de Jairo Souza Santos Júnior do plenário, o que levou à interrupção da sessão.
Crime ocorreu em 2021
O caso envolve a morte do menino Henry Borel, de 4 anos, em 8 de março de 2021, no Rio de Janeiro. A criança deu entrada em um hospital na Barra da Tijuca já sem vida. Laudo do Instituto Médico Legal apontou múltiplas lesões pelo corpo, incluindo hemorragia interna causada por ação contundente.
As investigações indicam o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior como autor das agressões. Ele teve o mandato cassado e segue preso preventivamente. Já Monique Medeiros responde por homicídio triplamente qualificado, além de outros crimes, sob a acusação de omissão diante das violências sofridas pelo filho.
O julgamento dos dois foi remarcado pela Justiça para o dia 25 de maio, após interrupções registradas no início deste ano.


