O prefeito de Belém, Igor Normando (MDB), decretou estado de emergência no município em razão das fortes chuvas que atingiram a capital paraense nos últimos dois dias. Em menos de 24 horas, o volume pluviométrico ultrapassou 150 milímetros, o que representa quase metade da média prevista para todo o mês de abril.
A medida foi anunciada na noite deste domingo (19), por meio das redes sociais do prefeito, que informou a mobilização de uma força-tarefa para prestar assistência às famílias afetadas pelos alagamentos. Segundo ele, equipes da Defesa Civil e da Secretaria de Zeladoria e Conservação Urbana seguem atuando de forma ininterrupta para minimizar os impactos provocados pelo temporal.
Com o decreto, a Prefeitura de Belém passa a ter maior celeridade na liberação de recursos, na contratação de serviços emergenciais e na solicitação de apoio aos governos estadual e federal. A prioridade, de acordo com a gestão municipal, é garantir assistência às famílias atingidas e acelerar a recuperação das áreas mais prejudicadas.
A situação foi agravada pela maré alta, que alcançou 3,6 metros neste domingo, dificultando o escoamento da água e elevando o nível de alerta em diversos pontos da cidade.
O prefeito acompanhou o monitoramento diretamente do Centro de Controle da Defesa Civil. A operação emergencial reúne equipes da Assistência Social, Defesa Civil e da Sezel, com atuação concentrada nas regiões consideradas mais críticas.
A Prefeitura orienta que a população evite áreas de risco e siga as recomendações da Defesa Civil enquanto os trabalhos de resposta e contenção continuam.
Comitê de monitoramento
Desde as primeiras horas deste domingo, o município intensificou o acompanhamento dos alagamentos e dos transtornos causados pela chuva. O bairro Terra Firme foi o mais afetado. Também foram registrados problemas nos bairros Condor, Jurunas, Icoaraci, Tapanã, Parque Verde e Cabanagem, onde moradores enfrentaram alagamentos e dificuldades de deslocamento.
Além disso, a chuva provocou a queda de árvores nos bairros Pedreira e Curió-Utinga.
Para reforçar a coordenação das ações, a Prefeitura instituiu um Comitê de Monitoramento, integrado pela Funpapa, Defesa Civil e Secretaria de Zeladoria. Entre as medidas adotadas estão a ampliação de vagas em abrigos destinados à população em situação de rua e o atendimento direto às famílias desalojadas.


