O governador interino Roberto Cidade registrou, nesta quarta-feira (15), a candidatura à eleição indireta que vai definir o comando do Executivo estadual no mandato tampão. A chapa tem como vice o deputado Serafim Corrêa e foi protocolada na Assembleia Legislativa do Amazonas.
O prazo para inscrição se encerra nesta quinta-feira (16), e a votação está marcada para o dia 4 de maio, em sessão extraordinária com voto aberto e nominal dos deputados estaduais. A disputa ocorre em meio a um cenário político reorganizado após mudanças no comando do estado.
A eleição indireta foi convocada após a renúncia do então governador Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza, no início de abril. Como a saída ocorreu nos dois últimos anos de mandato, a Constituição estadual determina que a escolha do substituto seja feita pela Assembleia.
Disputa
A realização da eleição indireta abre espaço para uma disputa concentrada dentro da Aleam, onde o resultado depende diretamente da articulação entre bancadas e lideranças. Nesse modelo, o eleitorado é substituído pelos deputados, o que transforma o processo em uma corrida de bastidores.
A candidatura de Roberto Cidade ocorre após ele assumir interinamente o governo, deixando a presidência do Legislativo. A movimentação o coloca como peça central na disputa, com influência direta sobre parte dos parlamentares.
“Se for escolhido, quero conduzir esse período com tranquilidade, seriedade e respeito”, declarou durante coletiva onde afirmou que pretende conduzir o estado com estabilidade, caso seja eleito.
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Segunda chapa polariza disputa
A segunda candidatura registrada é encabeçada por William Bittar Santos, com o administrador João Ricardo Lima como vice. O grupo tem apoio político ligado ao senador Plínio Valério.
A entrada da chapa amplia o cenário e indica tentativa de enfrentamento direto ao grupo que hoje ocupa o comando do estado. Bittar afirmou que a candidatura surge como reação ao atual quadro administrativo.
“O principal motivo é indignação”, disse ele que apontou falhas em áreas como saúde, educação e segurança pública.

Peso da decisão
A eleição indireta define quem comandará o Amazonas até o fim do mandato atual, em um período estratégico que antecede o próximo ciclo eleitoral. O resultado pode influenciar diretamente o cenário político de 2026, com reflexos em alianças e projetos eleitorais.
Sem participação direta do eleitor, o processo ganha caráter mais técnico no papel, mas, na prática, é marcado por negociações políticas intensas. Cada voto passa a representar não apenas escolha administrativa, mas também alinhamento de grupo.
Caso nenhuma chapa alcance maioria absoluta no primeiro turno, haverá nova votação entre as mais votadas. O grupo vencedor assume o governo em um momento de transição, com impacto direto na condução do estado até o fim da atual gestão.


